A paralisação de professores da rede municipal de Canoas deve continuar nesta quinta-feira (16) e sexta-feira (17), conforme deliberação do Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan). Em assembleia realizada na quarta-feira (15), a categoria também aprovou o início de greve por tempo indeterminado a partir de 22 de abril.
O movimento ocorre em meio às negociações entre servidores e administração municipal. Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato estão a reposição salarial de 4,26%, a contratação de professores e monitores e intervenções na infraestrutura elétrica das escolas da rede.
A prefeitura informou, por meio de nota, que considera a paralisação irregular e comunicou que não haverá abono de faltas aos profissionais que aderirem ao movimento. O Executivo municipal declarou ainda que parte das demandas já teria sido atendida e que os demais pontos seguem em análise, com cronograma de resposta em andamento.
Segundo levantamento realizado junto a 18 escolas do município, seis unidades estavam sem aulas na quarta-feira e outras quatro operavam parcialmente. Entre os estabelecimentos afetados estão a Escola Municipal Engenheiro Ildo Meneghetti, no bairro Estância Velha, com cerca de 500 alunos, e a Escola Irmão Pedro, também na mesma região, que atende aproximadamente mil estudantes. A Escola Leonel Brizola, no bairro São José, funcionou de forma parcial.
A rede municipal de ensino de Canoas é formada por 44 escolas de Ensino Fundamental e 38 de Educação Infantil. O andamento das aulas nos próximos dias dependerá do nível de adesão ao movimento e da continuidade das negociações entre as partes.
O sindicato informou que manterá atos em frente ao prédio da prefeitura, a partir das 12h, nos dias 16 e 17 de abril. A entidade também afirmou que segue adotando medidas para resguardar os direitos dos trabalhadores durante o período de mobilização.
Até o momento, não há definição sobre acordo entre prefeitura e servidores.
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