Centenas de professores fizeram manifestações em frente da prefeitura de Guaíba, nessa terça-feira (17), em reinvindicação do aumento salarial e contra o projeto de lei que altera o plano de carreira do magistério. Em carreata, os profissionais da educação seguiram até a Câmara, no Centro, onde exigiram aos vereadores a não aprovação das propostas do executivo que, segundo eles, prejudicam a categoria.
Na sexta-feira (13), em assembleia do Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba, decidiram em entrar em estado de greve. Eles pedem o aumento de 12,84%, piso estabelecido pelo governo federal, mas a prefeitura propôs a reposição de índice de inflação (de 4,31%). Na segunda-feira (16) o executivo protocolou o chamado PL 19, que aumenta 1,1 o fator de multiplicação sobre o valor referencial do professores de nível 1.
Leia também: Escolas públicas, privadas e faculdades de Guaíba têm aulas suspensas para prevenir coronavírus
De máscaras, devido o coronavirus, cerca de 400 pessoas participaram do protesto, segundo a organização. Percorreram as ruas do centro da cidade com buzinaço e cartazes como "mexeu com um professor, mexeu com todos", "não somos palhaços, somos educadores" e "nada pode nos calar".
- Essa PL 19 é uma tentativa de transformar no plano de carreira em achatamento, deixar de ser piso e nos passar a ter o seu valor como teto. Isso que não vamos aceitar. Queremos que o prefeito pague o piso e não mexa no plano, simples assim - defende Pablo Gomes, presidente do sindicato dos professores.
A Câmara estava fechada para o público externo por causa da epidemia, sendo autorizado a entrar somente o vereadores, servidores, veículos de imprensa e os representes sindicais. Entre eles, do Sindicato dos Municipários de Guaíba, que também não aceitaram a propostas do executivo sobre o aumento salarial.
Em acordo, foi aprovado o projeto de aumento de vale-alimentação para os professores, para que possam a receber a partir no início de abril. As outras proposições foram encaminhadas para secretaria da Casa, e podem ser discutidas em três semanas.
Leia também: Por conta do coronavirús, prefeito José Sperotto suspende Mostra Competitiva e outros eventos
Segundo o secretário municipal de Governo, Rodrigo Pedroso, a diferença dos 4,31% e 12,84% seria de R$ 7 milhões ao ano nos cofres públicos. O valor não estava previsto no orçamento fechado em 2019 e, por conta da crise financeira que o mundo deve enfrentar por causa do coronavírus, não há como aumentar mais que a porcentagem da inflação.
Por Pedro Molnar