O vandalismo é um dos principais problemas das sinaleiras de pedestres de Guaíba que estão estragadas. Na zona sul, entre os bairros Alegria e Florida, todas já foram danificadas.
Instalados em 2013, nos primeiros oito meses de funcionamento grande parte foram alvo de algum tipo de vandalismo. A fábrica CMPC custeou os reparos nos semáforos entre a Alegria e Florida, incluindo uma em frente da Escola Rio Grande do Sul, na Vila Jardim, que atualmente não está em funcionamento. De acordo com o engenheiro de trânsito Antônio Pedreira, ao longo do tempo, foram vandalizadas novamente com roubos de luzes de led. É um ato contínuo, que cabe fazer a manutenção para melhor segurança dos pedestre.
Pedreira mostrou como exemplo que, em 2004, foi implementada uma sinaleira com sinalizador para deficientes visuais no Centro. "Não durou um ou dois meses", relata. Entre os fatos ocorridos com ela, estava o uso indevido por crianças e adolescentes (brincadeiras) e arrebentação de cabos elétricos. "A Mobilidade Urbana poderia estar sinalizando outros locais novos, mas não podem por ter que refazer as atuais sinalizações no trânsito, com custo em materiais e mão de obra", diz.
Em nota do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran), há, além da falta de funcionamento do equipamento, desrespeito por parte dos motoristas e dos próprios caminhantes. Elas foram criadas para garantir a segurança de quem está a pé e precisa chegar ao outro lado de uma via, mas nem sempre cumprem o seu papel.
De acordo com o secretário Rodrigo Pedroso, não há previsão de colocar mais sinalizações desse tipo, mas pode haver revitalizações nas 16 que já existem. Só de pedestres (quando não tem cruzamento de veículos) são cinco: na Rua Santa Catarina, no Centro; em frente à Escola Augusto Meyer, no Ermo; da Escola Evaristo da Veiga, na Alegria; próximo ao Supermercado Codebal, na Avenida Castelo Branco (Moradas da Colinas); e na Escola Rio Grande do Sul.