Um estudo clínico internacional acompanhou 307 pessoas com obesidade ou sobrepeso, todas com pelo menos uma comorbidade associada, mas sem diagnóstico de diabetes. Durante 64 semanas, os participantes receberam a versão oral da semaglutida (25 mg) ou placebo, sempre associados a mudanças no estilo de vida.

Os resultados, divulgados na revista The New England Journal of Medicine, mostraram que quem utilizou a medicação em comprimido teve uma perda média de 16,6% do peso corporal, contra 2,7% no grupo placebo. Além disso, mais de um terço dos voluntários (34,4%) conseguiu reduzir 20% ou mais do peso, enquanto apenas 2,9% obtiveram o mesmo resultado no grupo de controle.
Os benefícios foram semelhantes aos já observados com a versão injetável do medicamento, disponível em diversos países, incluindo o Brasil. Houve ainda melhora em fatores de risco cardiovascular e na capacidade de realizar atividades físicas do dia a dia.

Entre os efeitos adversos mais frequentes estiveram náuseas (46,6%) e vômitos (30,9%), em geral leves a moderados. A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelo desenvolvimento, submeteu o comprimido à análise da FDA (agência regulatória dos EUA). Caso aprovado, será o primeiro tratamento oral da classe GLP-1 indicado para controle crônico de peso.