Uma mulher de 62 anos foi presa preventivamente pela Polícia Civil na quinta-feira (5) durante investigação que apura suspeita de tortura contra um bebê em Bom Princípio, município localizado no Vale do Caí. A ocorrência envolve uma residência no bairro Morro Tico-Tico que funcionava como espaço de cuidado infantil sem autorização do poder público.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início na terça-feira (3), após o Conselho Tutelar receber um vídeo que mostraria uma situação de agressão durante a alimentação de uma criança de colo. As imagens registrariam a mulher, responsável pelo local e apontada como cuidadora, segurando o bebê enquanto realizava a alimentação de forma brusca, impedindo que a criança se movimentasse.
O material foi encaminhado às autoridades policiais, que passaram a apurar o caso. Após análise inicial das imagens e coleta de informações, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário a prisão preventiva da suspeita. O pedido foi autorizado e a mulher foi detida.
Segundo o delegado responsável pela investigação, André Lorbiecki Roese, a atuação envolveu diferentes órgãos da rede de proteção à infância. Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário, Conselho Tutelar e órgãos do município participaram das medidas adotadas após a denúncia.
A investigação segue em andamento para verificar se outras crianças que frequentavam o local podem ter sido vítimas de situações semelhantes. A polícia também busca identificar quantos menores eram atendidos na residência e há quanto tempo o serviço funcionava.
Paralelamente à apuração criminal, o município foi comunicado sobre a situação. Equipes da Secretaria Municipal de Educação, da Vigilância Sanitária e do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) realizaram uma verificação no imóvel.
Durante a apuração administrativa, foi constatado que o espaço operava sem autorização para funcionamento como instituição de educação infantil ou serviço de cuidado coletivo. Também foi identificado que a criança que aparece nas imagens não estava cadastrada na lista de espera por vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) do município.
Após a verificação das irregularidades, o local foi fechado. A prefeitura informou, por meio de nota, que tomou as providências administrativas cabíveis após tomar conhecimento do caso e que acompanhou as medidas adotadas pelos órgãos responsáveis.
As autoridades seguem reunindo informações e ouvindo possíveis testemunhas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e identificar eventuais responsabilidades adicionais. A Polícia Civil informou que novas diligências devem ocorrer nos próximos dias no decorrer da investigação.
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