Dezenas de pessoas participaram da inauguração da exposição “A história das Festas de Iemanjá: Patrimônio Imaterial de Guaíba" na quarta-feira (29), na Vitrine Cultural. A mostra apresenta acervo de fotos que conta a trajetória das casas Reino de Iemanjá e Estrela do Oriente. A homenagem à Rainha do Mar, que acontece no próximo domingo (2), completa 50 anos.
No ano passado, as duas celebrações religiosas foram tombadas e passaram a ser consideradas patrimônio. A abertura da exposição foi o momento de relembrar este acontecimento e celebrar a trajetória de cada entidade.
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Para o Pai Manoel, do terreiro Sítio do pai Adão, de Recife, é um momento muito importante de sua vida e de sua cultura. Para ele, a Mãe Líbia, que criou uma família sanguínea e de santo durante essas cinco décadas, nunca foi derrubada, uma baixinha que Iemanjá transforma em grande.
- Quantos não queriam estar vivendo o momento de 50 anos de um terreiro e olhar para o lado e ver que quem fundou está aqui conosco? - questionou
A exposição segue até final de março, o motivo é especial: a secretaria de turismo e cultura pretende fazer um roteiro com as escolas para que crianças entendam o que é patrimônio imaterial. Para a gestora da pasta, Claúdia Mara, não é muito conhecido popularmente:
- As pessoas entendem o que é patrimônio material, mas não o que é salvaguardar os saberes e fazeres de um povo e uma comunidade. No momento que salvaguardas as celebrações das Festas de Iemanjá em Guaíba, o executivo municipal garante que essas comemorações serão eternizadas.
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Para comemorar tantos anos dessas trajetórias, a Prefeitura lançou um vídeo, disponível na Vitrine Cultural, onde Mãe Líbia e Mãe Arlete, dirigentes dessas casas, falam sobre o começo das festas, suas lutas e, principalmente, sobre a fé.