Guaíba Online

No palco sagrado das danças, Guaíba se fez presente no Rodeio Internacional de Vacaria

Amizade perpetua sentimentos que podem mudar o mundo

Bom, começo explicando que essa será uma coluna diferente, quase um “Diário de Bordo” de uma nau chamada sonho, onde os tripulantes não eram serviçais, mas uma bela e afetuosa família. O relato é pessoal, com responsabilidade do autor, baseado em fatos reais, com personagens reais, apesar de alguns entenderem como sonhadores e imaginários alguns fatos que a narrativa trará. Lhes afirmo de coração e com toda a força de convicção que não é!

Houve uma vez uma entidade gigante, enorme, sem pompas, que se tornou assim grandiosa, pelos méritos conquistados com o esforço de seus apaixonados colaboradores. Ela cresceu, ampliou seus laços, conquistou amizades, seguiu visitando e recebendo visita, tendo como cartão de apresentação a afetividade. O gigante adormeceu, por torpor de pessoas desavisadas, que não entendiam onde queriam e poderiam chegar todas as famílias envolvidas na mesma causa. Adormeceu por longo período, mas não morreu e jamais morrerá.

Leia também:  Sem união e preservação de princípios, onde vai parar o movimento tradicionalista?

Uma entidade é muito maior que o ego de qualquer pessoa, ela se ergueu e num certo mês de outubro de 2017, um bando de loucos alucinados pela dança e sua magia, se entreolharam e falaram uns aos outros:  “Vamos dançar na Vacaria?" Bando de loucos eu diria, mas estaria denominando a mim mesmo. Sonhadores é mais adequado, sonhadores que põem a mão na massa e vão atrás de seus sonhos, não os que sonham e sentam a bunda no sofá esperando alguém fazer por eles.

Os loucos proliferaram, igual sarna na cachorrada, tornaram-se Família Dançadeira, arrastaram com eles outros apaixonados pela dança. Bueno, lá se foi 2018, aquela loucura coletiva foi manifestada em puro amor no palco sagrado da Vacaria dos Pinhais, no 32º segundo rodeio. Ficaram em último lugar nas danças Veterana. Tá e daí? Daí que fortaleceram a vontade e adquiriram a convicção do que seria dali para a frente. Teriam de abrir, a golpes de foice e facão o caminho do amor a tradição, do valor real de família, comunidade, entidade, fraternidade e verdade sobre a história legada pelos antepassados.

Eles arregaçaram as mangas e não pensaram só neles, lembraram que para perpetuar um segmento há que semear com olhos no futuro, e os campos férteis estão ao nosso redor. O futuro está mais próximo do que imaginamos, as crianças são as sementes do amanhã, as esponjas perenes e inocentes de hoje, absorvendo tudo o que se passa e elas foram escolhidas para levarem a dança, a amizade, o espírito de coletividade, de afeto, de igualdade e fraternidade em cada coraçãozinho para o futuro.
A Família Dançadeira empresta braços e pernas de seus irmãos para aprendizado de outros, que vão se tornando sobrinhos, filhos, netos, mais irmãos, tios, avós, que pisam com convicção no tablado. Sempre antes da dança vem o respeito e amor pela história que ela carrega.

Pois então, aumentando essa família, aumenta a responsabilidade de mantê-la, de alimentar cada um, de socorrer, de abraçar, de cuidar, de amar, de puxar as orelhas, de brigar, de vestir, de cobrar, de entregar, de pedir desculpas e de desculpar. Família é assim, inconstâncias de vidas somadas a mesma vontade de vencer.

Leia também: As mudanças sociais, novas gerações, a era digital e o tradicionalismo

Pois bem, a respeitada e honrada Vacaria dos Pinhais recebeu mais uma vez a Família Dançadeira, foi no último final de semana, 8 e 9 de fevereiro de 2020, 33º rodeio. Mais uma vez as danças nos fizeram rir, chorar, gritar, cochichar, encher o estômago de borboletas, estressar a níveis altíssimos. Mas sempre o que primamos é o abraço verdadeiro, o beijo carinhoso e afetivo, o bater das mãos e o embargar das palavras de cada um que tenta falar uma frase de motivação e as lágrimas travam a língua.

Mais emocionante que subir no palco e estar entre os maiores grupos é realmente olhar para a plateia e ver as sementes do amanhã sendo regadas com nosso suor, com nossa energia, com a luz que emanamos do palco. Elas hão de frutificar, cada vez que a gente desce de um palco com o coração carregado da certeza do quanto foi verdadeiro o que fizemos, as sementes germinam e levam em si a essência do que deve ser o tradicionalismo e as danças tradicionais.

São tão fortes essas influências que ver aquelas sementinhas puras e novinhas cantando as nossas músicas, imitando os nossos passos, querendo bater os pezinhos ou estalar os dedos como se imitando um bailado antigo, não há como não chorar. E aqueles irmãos que enquanto tu te preparas para ir viajar e precisa mobilizar recursos, eles arregaçam as mangas e te ajudam sem nem esperar um “muito obrigado”. Gente que sua sangue e mesmo cansados, espalham sorrisos sabendo que o que nos une é muito mais que a dança.

Aqueles amados que, por motivos tantos, não puderam ir conosco, mas pelas graças das mídias digitais, estavam conectados no mesmo pulsar de coração, assistindo os seus irmãos em uma corrente fraterna e verdadeira do bem comum. Vocês são fantásticos. Nossos amigos jurados não estavam na mesma sintonia, mas nós da Família Dançadeira saímos satisfeitos, a magia conectada entre dançadores, musical e torcida foi esplendorosa. Era como um sistema venoso, o coração pulsava e os outros órgãos davam tudo de si pela mesma vida.

Esse rodeio da Vacaria nos ensinou muito e nos deu muito, coisas que um troféu e um título jamais entregaria. Fomos representando uma entidade, o CTG Gomes Jardim, mas também representamos uma cidade, Guaíba Berço da Revolução Farroupilha. Quando Pedro Júnior da Fontoura e Liliana Cardoso chamaram nos microfones da lendária Vacaria, nos sentimos orgulhosos, mas também pensamos que poderíamos ter um aporte das entidades públicas para levar o nome da cidade com ainda mais propriedade. Essa sinergia ainda não é completa, mas não somos de chorar nem lamentar, somos de fazer, um dia o reconhecimento virá.

Leia também: Quando nasce um gaúcho? O gaúcho tradicionalista é somente aquele que anda pilchado no dia a dia?

Quem quiser conferir as verdades que digo, seja muito bem-vindos, nosso CTG abre os braços a semana toda para receber todas as quartas, à partir das 20 horas na escolinha de danças tradicionais, qualquer pessoa que se interesse e queira aprender. E é totalmente gratuito. Por que? Porque a gente entende que fazer as coisas com amor e gratidão sempre dá melhores resultados. Porque um troféu envelhece, apodrece e se esvai, porém uma amizade perpetua sentimentos que podem ser capazes de mudar o mundo.

Parabéns Família Dançadeira, Guaíba estava muito bem representado no 33º Rodeio Internacional de Vacaria – 2020.



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No palco sagrado das danças, Guaíba se fez presente no Rodeio Internacional de Vacaria

Bom, começo explicando que essa será uma coluna diferente, quase um “Diário de Bordo” de uma nau chamada sonho, onde os tripulantes não eram serviçais, mas uma bela e afetuosa família. O relato é pessoal, com responsabilidade do autor, baseado em fatos reais, com personagens reais, apesar de alguns entenderem como sonhadores e imaginários alguns fatos que a narrativa trará. Lhes afirmo de coração e com toda a força de convicção que não é!

Houve uma vez uma entidade gigante, enorme, sem pompas, que se tornou assim grandiosa, pelos méritos conquistados com o esforço de seus apaixonados colaboradores. Ela cresceu, ampliou seus laços, conquistou amizades, seguiu visitando e recebendo visita, tendo como cartão de apresentação a afetividade. O gigante adormeceu, por torpor de pessoas desavisadas, que não entendiam onde queriam e poderiam chegar todas as famílias envolvidas na mesma causa. Adormeceu por longo período, mas não morreu e jamais morrerá.

Leia também:  Sem união e preservação de princípios, onde vai parar o movimento tradicionalista?

Uma entidade é muito maior que o ego de qualquer pessoa, ela se ergueu e num certo mês de outubro de 2017, um bando de loucos alucinados pela dança e sua magia, se entreolharam e falaram uns aos outros:  “Vamos dançar na Vacaria?" Bando de loucos eu diria, mas estaria denominando a mim mesmo. Sonhadores é mais adequado, sonhadores que põem a mão na massa e vão atrás de seus sonhos, não os que sonham e sentam a bunda no sofá esperando alguém fazer por eles.

Os loucos proliferaram, igual sarna na cachorrada, tornaram-se Família Dançadeira, arrastaram com eles outros apaixonados pela dança. Bueno, lá se foi 2018, aquela loucura coletiva foi manifestada em puro amor no palco sagrado da Vacaria dos Pinhais, no 32º segundo rodeio. Ficaram em último lugar nas danças Veterana. Tá e daí? Daí que fortaleceram a vontade e adquiriram a convicção do que seria dali para a frente. Teriam de abrir, a golpes de foice e facão o caminho do amor a tradição, do valor real de família, comunidade, entidade, fraternidade e verdade sobre a história legada pelos antepassados.

Eles arregaçaram as mangas e não pensaram só neles, lembraram que para perpetuar um segmento há que semear com olhos no futuro, e os campos férteis estão ao nosso redor. O futuro está mais próximo do que imaginamos, as crianças são as sementes do amanhã, as esponjas perenes e inocentes de hoje, absorvendo tudo o que se passa e elas foram escolhidas para levarem a dança, a amizade, o espírito de coletividade, de afeto, de igualdade e fraternidade em cada coraçãozinho para o futuro.
A Família Dançadeira empresta braços e pernas de seus irmãos para aprendizado de outros, que vão se tornando sobrinhos, filhos, netos, mais irmãos, tios, avós, que pisam com convicção no tablado. Sempre antes da dança vem o respeito e amor pela história que ela carrega.

Pois então, aumentando essa família, aumenta a responsabilidade de mantê-la, de alimentar cada um, de socorrer, de abraçar, de cuidar, de amar, de puxar as orelhas, de brigar, de vestir, de cobrar, de entregar, de pedir desculpas e de desculpar. Família é assim, inconstâncias de vidas somadas a mesma vontade de vencer.

Leia também: As mudanças sociais, novas gerações, a era digital e o tradicionalismo

Pois bem, a respeitada e honrada Vacaria dos Pinhais recebeu mais uma vez a Família Dançadeira, foi no último final de semana, 8 e 9 de fevereiro de 2020, 33º rodeio. Mais uma vez as danças nos fizeram rir, chorar, gritar, cochichar, encher o estômago de borboletas, estressar a níveis altíssimos. Mas sempre o que primamos é o abraço verdadeiro, o beijo carinhoso e afetivo, o bater das mãos e o embargar das palavras de cada um que tenta falar uma frase de motivação e as lágrimas travam a língua.

Mais emocionante que subir no palco e estar entre os maiores grupos é realmente olhar para a plateia e ver as sementes do amanhã sendo regadas com nosso suor, com nossa energia, com a luz que emanamos do palco. Elas hão de frutificar, cada vez que a gente desce de um palco com o coração carregado da certeza do quanto foi verdadeiro o que fizemos, as sementes germinam e levam em si a essência do que deve ser o tradicionalismo e as danças tradicionais.

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Esse rodeio da Vacaria nos ensinou muito e nos deu muito, coisas que um troféu e um título jamais entregaria. Fomos representando uma entidade, o CTG Gomes Jardim, mas também representamos uma cidade, Guaíba Berço da Revolução Farroupilha. Quando Pedro Júnior da Fontoura e Liliana Cardoso chamaram nos microfones da lendária Vacaria, nos sentimos orgulhosos, mas também pensamos que poderíamos ter um aporte das entidades públicas para levar o nome da cidade com ainda mais propriedade. Essa sinergia ainda não é completa, mas não somos de chorar nem lamentar, somos de fazer, um dia o reconhecimento virá.

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