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Domingo, 21 de Julho de 2024

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A ação humana, novas pandemias e as lições a serem aprendidas

Seja um cidadão consciente: fique em casa

Aline Stolz - Papo Ambiental
Por Aline Stolz - Papo Ambiental
A ação humana, novas pandemias e as lições a serem aprendidas
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Cientistas e ambientalistas do mundo inteiro alertam que o microrganismo que se alastrou pelo mundo ocorreu graças à ação invasora e destrutiva do ser humano contra a natureza.

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O novo coronavírus foi denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como SARS-CoV2 e a doença desenvolvida como COVID-19. A epidemia é uma grande família de vírus, que já em circulação no Brasil, causadores de resfriados comuns além de outras doenças epidêmicas mais graves do trato respiratório . Por exemplo, em 2002, a Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS), transmitida por gatos e em 2012, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida por dromedários. Como se comporta no organismo humano uma doença tão grave assim?

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Pesquisadores afirmam que esse organismo está há tempos no ambiente, mas com a crescente urbanização e consequente invasão humana, o vírus quebrou seu ciclo natural entre animais e alcançou o homem, o qual ainda não está preparado para combatê-lo, nem pelas defesas internas, nem por vacinas e medicamentos “mágicos”.

Por falta de pesquisas mais aprofundadas, ainda não se tem a real origem, ou seja, de qual animal ocorreu a mutação que passou para o ser humano. Entretanto a OMS sugere que o patógeno estivesse provavelmente alojado em morcegos nativos de cavernas, os quais foram manipulados inadequadamente e servidos como uma sopa típica da China.

Como se vive em um mundo interligado, epidemias por microrganismos ainda desconhecidos devem se tornar cada vez mais comuns, pois a situação é de uma grande expansão, tanto de crescimento urbano, de industrialização, de aumento de poluição, de desmatamento desenfreado, de invasão de territórios antes preservados e derretimento das geleiras (Permaforst e Antártida desconhecida), só para exemplificar. E com esse crescimento ultrarrápido, o meio ambiente acaba, na tentativa de preservar-se, resgatando doenças que estavam contidas ou desenvolvendo novas.

Conforme declaração da chefe para a Vida Selvagem no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Doreen Robinson, os seres humanos e o meio ambiente fazem parte de um sistema interconectado, no qual a natureza fornece comida, remédios, água, ar, luz, calor e muitos outros benefícios que permitiram às pessoas evoluir e prosperar. Contudo, como acontece com todos os sistemas, se faz necessário entender como este funciona para não haver exageros e provocar-se consequências cada vez mais negativas.

O relatório “Fronteiras 2016 sobre questões emergentes de preocupação ambiental” do PNUMA mostrou que zoonoses ameaçam o desenvolvimento econômico, o bem-estar animal e humano e a integridade de ecossistemas, Várias doenças zoonóticas emergentes foram manchete no mundo por causarem ou ameaçarem causar grandes pandemias, como ebola, gripe aviária, vaca louca, febre do vale do rift, febre do nilo ocidental, dengue, chicungunha e zika vírus.

Segundo esse relatório, nas últimas duas décadas, as doenças emergentes tiveram custos diretos de mais de 100 bilhões de dólares, podendo saltar para vários trilhões de dólares, se tornado pandemias humanas como a COVID-19.

Se não ocorrer uma evolução para uma sociedade mais consciente e menos egoísta, não se terá muito mais tempo por aqui no Planeta Terra. A pandemia deixa lições claras, pois medidas para impedir o surgimento de zoonoses são fundamentais na busca por reconhecer as múltiplas ameaças aos ecossistemas e à vida selvagem, entre elas, a redução e fragmentação de habitats, o comércio ilegal, a poluição, a proliferação de espécies invasoras, a diminuição urgentemente do consumo desenfreado, a destruição recorrente do planeta e as mudanças climáticas.

Então, seja um cidadão consciente: fique em casa, lave as mãos, cuide da sua família. Porque, como dizia Dorothy no livro O Mágico de Oz, “não existe lugar melhor do que o nosso lar!”, ou seja, o nosso Planeta Terra.

Para aqueles que querem informações diariamente atualizadas sobre a pandemia, visite o site do Johns Hopkins Coronavirus Resource Center



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