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Quinta-feira, 25 de Julho de 2024

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O que a aclamada série Chernobyl nos ensina sobre grandes empreendimentos para gerar energia

A construção, nesse caso, foi mais contra a ciência do que a favor dela

Ivan Bittencourt - Cultura
Por Ivan Bittencourt - Cultura
O que a aclamada série Chernobyl nos ensina sobre grandes empreendimentos para gerar energia
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A acidez em torno da série Chernobyl da HBO continua a todo o vapor. Mesmo sendo a série mais bem avaliada de todos os tempos no iMDb, já houve resposta oficial do governo Russo querendo desacreditar o nuance relatado, suicídio de operários da vida real após verem a adaptação para a tela e de quebra, outra série, dessa vez produzida pela própria Russia, que será lançada em breve como contraste a série anglo-americana.

Mas o principal embate trazido à tona, aliás, apenas salientado de forma muito boa pelo diretor e produtor Craig Mazin, é o desgoverno da gestão da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que como pelo menos uma coisa positiva, torna possível o nosso aprendizado diante dessas questões.

Um dos primeiros pontos a se aprender é que a construção de um mega empreendimento para gerar energia, nesse caso, foi mais contra a ciência do que a favor dela, ou de outro modo, duvidou mais da ciência do que se aproveitando do potencial cientifico da matriz energética, nesse caso a atômica.

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O segundo é a demora nas ações para responder à altura o acidente que liberou partículas radioativas que se espalharam por quase toda a Europa, causando, segundo especialistas, em torno de 100 mil mortes por câncer nos anos após.

O terceiro é o dano ambiental causado na quantidade quilométrica de solos do leste europeu que até hoje continuam contaminados e proibidos para a produção agrícola ou inúteis para preservação, e o quarto, a velha política acima de tudo, em que um partido, quando está no poder, comanda os outros deixando-os de mãos atadas para qualquer regresso econômico.

Coloque esses quatro aprendizados num mesmo pote e essa explosão será atômica, esqueça-se da ciência, não planeje as respostas necessárias aos imprevistos, deixe de lado o meio ambiente, e aquiete-se diante da política: voilà, explosão incontida.

É por isso, pelo elenco, pela produção e pela realidade quase verídica dos acontecimentos que a série apaixona e prende do início ao fim de seus 5 episódios, que não ganharão continuação, apenas o contraponto russo, que trará uma mea-culpa americana, mostrando uma teoria de que os EUA conspiraram para o acontecimento de um dos maiores acidentes nucleares da humanidade. Qual dos lados vai vencer essa pequena guerra fria de 2019? Não se sabe, mas uma coisa é certa, assista, porque essa discussão ainda vai dar muito pano pra manga.

 

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