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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

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Após ataque a idoso, Minas do Leão regulamenta criação e circulação de cães pit bull

Medida define regras de segurança, restringe circulação em espaços públicos e cria banco de dados municipal

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Após ataque a idoso, Minas do Leão regulamenta criação e circulação de cães pit bull
Fotomontagem/ Brigada Militar e Arquivo Pessoal
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A Prefeitura de Minas do Leão publicou, na última terça-feira (16), o Decreto nº 061/2025, que estabelece normas para a criação, a posse e a circulação de cães da raça pit bull e de outras consideradas de porte, força e comportamento semelhantes. O texto prevê medidas de segurança, responsabilidades dos tutores e sanções administrativas em caso de descumprimento.

De acordo com o decreto, os animais deverão permanecer em locais cercados por estruturas com altura mínima de dois metros e portões com tranca. Em espaços públicos, só poderão ser conduzidos por pessoas maiores de 18 anos, com uso obrigatório de coleira, guia curta e focinheira. A circulação será restrita em praças, nas proximidades de escolas, postos de saúde e locais com grande fluxo de pessoas.

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O texto também institui o Cadastro Municipal de Cães de Raças de Risco, sob responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O registro é obrigatório para que os animais possam circular em locais públicos e deverá incluir dados do tutor, informações sobre o cão e comprovante de vacinação.

Entre as penalidades previstas estão advertência, multa de R$ 1 mil — dobrada em caso de reincidência — e responsabilização civil e criminal em caso de danos. O decreto ainda prevê campanhas de conscientização sobre posse responsável, manejo adequado e esterilização, em parceria com entidades de proteção animal.

A publicação da norma ocorreu após o ataque que resultou na morte de Américo Sampaio, de 63 anos, no dia 11 de setembro. Ele foi atacado por quatro pit bulls enquanto trabalhava próximo à residência da tutora dos animais, uma idosa de 82 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura responsabilidade no episódio.

No dia seguinte ao falecimento, familiares e moradores realizaram uma caminhada em memória de Américo, pedindo maior rigor na fiscalização e medidas de segurança relacionadas à posse de cães de grande porte.

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