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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

🏥 Saúde

Após usar caneta emagrecedora do Paraguai vendida ilegalmente, mulher fica internada em estado grave

Paciente de 42 anos está hospitalizada desde dezembro em Belo Horizonte; Anvisa alerta para riscos de medicamentos não regulamentados

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Após usar caneta emagrecedora do Paraguai vendida ilegalmente, mulher fica internada em estado grave
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Uma mulher de 42 anos está internada desde dezembro em um hospital de Belo Horizonte após apresentar complicações associadas ao uso de uma caneta para emagrecimento adquirida de forma irregular e sem prescrição médica. Segundo familiares, o medicamento teria sido trazido do Paraguai e não possuía registro para comercialização no Brasil.

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De acordo com relatos da família, a paciente, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, procurou atendimento médico inicialmente com dores abdominais. Exames indicaram intoxicação medicamentosa. Com a evolução do quadro, surgiram alterações neurológicas, com suspeita de uma síndrome que afeta a musculatura, os movimentos, a fala e o funcionamento de órgãos. O produto utilizado foi encaminhado ao Hospital João XXIII para análise, mas, conforme a família, não foi possível realizar a verificação por se tratar de um medicamento de origem estrangeira.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que nem todas as canetas para emagrecimento estão autorizadas para venda no país. Quando o produto não é regulamentado, não há garantia sobre a procedência, a composição, a eficácia ou a correspondência entre o rótulo e o princípio ativo. A Anvisa destaca que, quando indicados por profissionais de saúde, esses medicamentos podem integrar tratamentos específicos, mas o uso sem orientação e a compra de vendedores não autorizados oferecem riscos.

Especialistas alertam que medicamentos de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas e não seguir padrões de produção e controle. A orientação é que a aquisição ocorra exclusivamente em farmácias e com prescrição médica, evitando clínicas ou pontos de venda que não integrem a cadeia regular de distribuição.

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Em nota, a Anvisa esclareceu que a fiscalização de clínicas e estabelecimentos é atribuição da Vigilância Sanitária municipal. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que, ao identificar irregularidades na venda ou aplicação de medicamentos, a Vigilância apreende produtos, aplica multas e pode interditar estabelecimentos. O município também afirmou que realiza fiscalizações para verificar procedência, rotulagem, condições de armazenamento e habilitação dos locais, além de incentivar denúncias por meio dos canais oficiais, como o portal de serviços e o telefone 156.

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