A falta de maternidade pública em Guaíba foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, nesta quarta-feira (13). Há dez anos foi fechado o Hospital Nossa Senhora do Livramento, no centro de Guaíba, único que prestava esse serviço na cidade. Moradores ainda questionam o governo por não abrir nenhuma maternidade nesse período.
A cidade teve, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 1.332 nascimentos em 2017. Acabaram ocorrendo, em grande parte, em Porto Alegre. "Isso nos preocupa muito, pois a capital é referência para gestantes de alto risco e a vinda das gestantes de Guaíba gera um impacto nesta rede”, afirmou a represente do órgão, Rosângela Campo. A ideia da pasta é abrir uma maternidade de risco habitual na cidade, que daria conta de 85% dos nascimentos.
O plano para o início das operações foi exposto pelo procurador-geral Cesar Augusto Waimer. “De 2017 para cá, o sistema político orçamentário nunca foi favorável para o início do custeio da maternidade por parte do estado, por exemplo. De maio para cá, se conversou com a Secretaria de Saúde no intuito de achar um mecanismo de custeio destas atividades sem criar orçamento novo. Se chegou à conclusão que, para a abertura, Guaíba será referência para Eldorado do Sul e Barra do Ribeiro. E os recursos destas cidades, que vão para Porto Alegre, seriam enviados para Guaíba, não criando orçamento novo, mas garantindo o custeio destas operações", explicou. O cronograma é de que inicie as atividades em março, pois depende da conclusão de projeto de adequação arquitetônica no prédio do Pronto Atendimento, o Regional.
A vereadora e presidente da comissão de saúde da Câmara Municipal de Guaíba, Claudinha Jardim, questionou que existem informações desencontradas: “as representantes da Secretaria Estadual de Saúde dizem que não receberam um plano operativo, mas o governo municipal diz que já enviou. Fiz um pronunciamento na tribuna da Câmara solicitando informações e fico feliz em saber que haverá uma audiência pública na cidade para discutir o plano. Precisamos saber o que há de concreto, não só observar maquetes bonitas”.
A reunião foi liderada pelo vice-presidente da comissão de saúde e meio ambiente do legislativo, Thiago Duarte (DEM). Ele se colocou à disposição para acompanhar a situação, seja por meio de diálogo ou por emendas parlamentares. As informações são da agência de notícias da Casa.