O município de Montenegro, localizado no Vale do Caí, mantém quatro barreiras sanitárias em funcionamento contínuo com o objetivo de conter a disseminação do vírus da influenza aviária. As estruturas operam 24 horas por dia e estão posicionadas em pontos estratégicos, sendo duas dentro da área de três quilômetros do foco da doença, uma na zona de vigilância de dez quilômetros e uma ao norte do município, na RS-124.
Desde o início das operações, 4.025 veículos foram abordados e desinfetados. A medida é voltada, principalmente, para veículos que transportam carga viva, ração ou leite, os quais circulam por diversas propriedades rurais. A desinfecção visa interromper possíveis rotas de transmissão do vírus entre estabelecimentos.

Inicialmente, sete barreiras foram instaladas após a confirmação do foco. No entanto, desde 23 de maio, três delas foram desativadas após a conclusão de etapas de vistoria e a ausência de novos registros da doença.
O monitoramento é conduzido pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com apoio da Brigada Militar, da Prefeitura de Montenegro e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No total, 72 servidores atuam na operação, entre fiscais agropecuários, técnicos e policiais militares.
Até o momento, foram visitadas 19 propriedades de subsistência dentro da área de três quilômetros do foco, com a conclusão do quarto ciclo de vistorias. Na área de vigilância de dez quilômetros, 255 propriedades foram inspecionadas no segundo ciclo.

As ações seguem mesmo com a situação considerada estável na área afetada. Segundo a Seapi, o trabalho de prevenção e controle permanece em andamento para evitar o avanço da doença a outras regiões do estado. O órgão recomenda que qualquer suspeita seja informada às autoridades sanitárias pelos canais oficiais, incluindo o sistema e-Sisbravet e o número de WhatsApp (51) 98445-2033.
Informações adicionais sobre a doença
A influenza aviária é uma infecção viral que atinge principalmente aves, mas pode afetar também mamíferos, incluindo humanos. A principal forma de transmissão ocorre por meio do contato direto com animais infectados ou com materiais contaminados. De acordo com o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul, o consumo de carne de frango ou ovos não representa risco à saúde, desde que os alimentos tenham origem legal e sejam corretamente armazenados e preparados.