Autoridades chinesas aumentaram medidas de fiscalização sanitária depois que um homem da região da Mongólia Interior, na China, foi diagnosticado com peste bubônica neste domingo (5). Segundo autoridades locais, o quadro do paciente, um pastor de ovelhas da cidade de Bayannur, é estável. Ele segue internado em um hospital da região. De acordo com o governo local, medidas de prevenção contra pragas permanecerão em vigor pelo resto do ano.
A doença, causada pela Yersinia pestis, uma bactéria zoonótica geralmente encontrada em mamíferos de pequeno porte e em suas moscas, tem uma taxa de mortalidade extremamente alta — entre 30% e 60%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde — para o tipo bubônico, que foi o que assolou a Eurásia em meados do século XIV.
As autoridades de saúde locais acionaram um alerta de nível três — em uma escala de quatro — advertindo a população dos riscos da caça animal, do consumo ou transporte de animais potencialmente infectados. Na região da Mongólia Interior, o hospedeiro mais comum é a marmota. Apesar do caso identificado no momento, é improvável que a peste bubônica, que foi chamada de peste negra, leve a uma nova epidemia.
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Não é a primeira vez que a população da Mongólia Interior é afetada pela doença. Em novembro de 2019, autoridades de Pequim informaram que duas pessoas estavam com peste pneumônica. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, os casos da peste são encontrados em baixa quantidade ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, menos de dez casos, geralmente na forma bubônica, são relatados em média a cada ano, mais frequentemente nas áreas rurais.
A peste bubônica é caracterizada por inchaço dos gânglios linfáticos. É difícil de se identificar a doença com muita antecedência porque os sintomas, geralmente parecidos com a gripe, costumam aparecer entre três e sete dias depois da infecção.
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