Quatro anos após a chilena CMPC adquirir a unidade em Guaíba, em 2013, a empresa anunciou o que realizaria o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul, onde aportou R$ 5 bilhões para ampliar a fábrica da Celulose Riograndense.
Em 2019 o nome tornou-se apenas CMPC, como na matriz. Porém as mudanças continuam com um aporte de R$ 170 milhões na operação até o fim deste ano. Serão feitas mudanças de processos e gestão, relacionados com capacitação. Segundo a empresa, elas geram ampliação do resultado por aumentar a produtividade.
Usando como exemplo o fato de no Chile o varejo estar proibido de utilizar sacolas plásticas, a CMPC aposta em um crescimento do mercado de celulose e papel com as restrições que estão sendo impostas ao plástico. A empresa relata que o maior crescimento em celulose é no Brasil e a fábrica em Guaíba será a aposta deles.
A diretoria no Brasil foi renovada com Mauricio Harger, diretor-geral da CMPC no país com 42 anos. No Estado, a empresa emprega mais de 6 mil pessoas em 62 municípios. Além da fábrica de Guaíba, ela tem operações logísticas em Rio Grande e Pelotas, bem como base florestal em demais localidades.
Além disso, a companhia está trazendo um laboratório Fibralab, que será um espaço para receber a comunidade para aumentar os diálogos. O responsável pela área, Daniel Ramos, quer montar uma "rede de monitoramento de cheiro", isto é, cuidados que a empresa deve ter para combater o odor ruim, muito frequente há tempos na região.
Atualmente, existe uma equipe que faz ronda na planta e nos bairros. Se percebem cheiro ruim, os funcionários buscam a falha para consertar. Em caso de resíduos de madeira, ao sujar carros de moradores em dias de vento forte, a empresa manda lavar tais automóveis.