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Quarta-feira, 04 de Março 2026

🇧🇷 Brasil

Delegada recém-empossada é presa em operação do Ministério Público em São Paulo

Investigação apura vínculos com integrantes do PCC, exercício irregular da advocacia e suspeitas de lavagem de dinheiro

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Delegada recém-empossada é presa em operação do Ministério Público em São Paulo
Reprodução/Redes sociais
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Uma delegada de Polícia Civil recém-empossada foi presa na manhã desta sexta-feira (16), em São Paulo, durante uma operação conduzida pelo Ministério Público e pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. A ação investiga a suspeita de vínculos pessoais e profissionais da servidora com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), além do exercício irregular da advocacia após a posse no cargo.

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De acordo com o Ministério Público, Layla Lima Ayub tomou posse como delegada em 19 de dezembro de 2025, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes. Nove dias depois, segundo a investigação, ela teria atuado como advogada na audiência de custódia de um preso ligado à facção criminosa no município de Rondon do Pará, a 523 quilômetros de Belém. A prática é vedada pelo Estatuto da Advocacia e por normas estaduais que proíbem delegados de exercer advocacia privada.

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A Justiça decretou a prisão temporária da delegada e de seu companheiro, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado por autoridades do Norte do país como integrante do PCC. Ambos são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além das prisões, foram expedidos sete mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará.

Um dos locais vistoriados foi a Academia da Polícia Civil, no bairro Butantã, zona oeste da capital paulista, onde a delegada mantinha um armário funcional. Os investigadores também apreenderam celulares e chips telefônicos durante a operação.

As apurações indicam ainda que o casal teria adquirido uma padaria na zona leste de São Paulo utilizando recursos de origem ilícita, com a intermediação de terceiros para ocultar a propriedade do estabelecimento. Segundo o Ministério Público, a delegada teria acesso a inquéritos policiais e bancos de dados restritos, o que poderia ter sido utilizado para favorecer interesses da organização criminosa.

A prisão foi decretada pela 2ª Vara Especializada em Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista, a partir de representação da Corregedoria da Polícia Civil. A defesa da delegada não foi localizada até o fechamento desta edição.

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Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou procedimentos administrativos e criminais para apurar os fatos e reiterou que atua de forma permanente para prevenir a infiltração do crime organizado em suas carreiras, em parceria com o Ministério Público.

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