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Domingo, 07 de Junho 2026
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Em protesto, grupo de mães e pais de LGBT+ faz piquenique a favor de todos tipos de famílias

Vereador quer que a área verde, no Centro, passe a se chamar “Praça da Família’’

Pedro Molnar
Por Pedro Molnar
Em protesto, grupo de mães e pais de LGBT+ faz piquenique a favor de todos tipos de famílias
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A ONG Mães pela Diversidade realizou piquenique nesse domingo (16) na área verde, no Centro, em favor de todos os tipos de famílias. A entidade, composta por mães e pais de  Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT+) de diversas cidades do Rio Grande do Sul, protestou contra o projeto de lei municipal que denomina o espaço ambiental como ‘’Praça da Família’’. Em entrevista exclusiva para o GO, em maio, o vereador proponente Miguel Crizel (SDD) disse que um casal de homossexuais não é uma composição familiar.

Para os pais, esse discurso homofóbico discrimina, segrega, suicida e dentrói as famílias. A coordenadora do evento, Vanessa Bringhenti, disse que o principal objetivo do evento foi mostrar para sociedade que as suas famílias existem e merecem respeito: “Família vai muito além de um grupo de sangue, é uma reunião da amores e cuidados. É errado dizer que dois homens ou duas mulheres, que se amam e o respeitam com uma vida comum, não é família”.

Vanessa aborda que, quando alguém se elege para um cargo público, tem que perceber que vai legislar para toda comunidade, sem exceções. Sobre o vereador, ela entende que o parlamentar precisa entender e respeitar, em um país laico, que todos são livres.

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O designer gráfico Pedro Mancuso, de 32 anos, diz que além da afronta ao projeto, é importante que as pessoas visualizem a comunidade LGBT+ nos espaços públicos, levantando a bandeira sem ter vergonha dela. Na última quinta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu a criminalização de homofobia e transfobia, com pena prevista de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.  Para Pedro, essa vitória foi muito importante, em um debate extenso, porque era uma necessidade da população considerada vulnerável, que precisava ser protegida através de lei. O Brasil é considerado o país que mais mata gays no mundo.

O projeto de lei, protocolado em 2 de maio, ainda está em análise pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara de Vereadores. Em contato com o GO nesse domingo, o vereador salientou que ficou triste sobre a manifestação, pois não trata sobre a concepção de família, e que é apenas uma homenagem. 

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