Com oito votos à favor e sete contrários, a Câmara aprovou, nesta terça-feira (5), o projeto que institui a distinção de "vereador emérito" em Guaíba. A proposta, da mesa diretora, é para homenagear ex-parlamentares que prestaram relevantes serviços por mais de quatro mandatos consecutivos.
O documento aborda que a homenagem funcionará através de indicação da presidência, aprovada por maioria dos membros da Câmara Municipal. O homenageado receberá diploma e sua fotografia será exposta em uma futura galeria, como já acontece com ex-presidentes e ex-vereadoras.
Em votação apertada, os que vereadores que aprovaram o projeto foram Miguel Crizel (SDD), Campeão Vargas (PTB), Sadi Escouto (PTB), Jorge da Farmácia (DEM), Claudinha Jardim (DEM), Everton da Academia (PTB) e João Bosco Ayala (PL). Jonas Xavier (PL), que estava como presidente da sessão, fez o voto de desempate.
Para Ayala, o seu voto foi em função do resgate à memória, para valorizar as boas práticas políticas: "tivemos sim pessoas que marcaram muito positivamente a trajetória política de nossa cidade". Claudinha Jardim se posicionou com o mesmo pensamento: "Essa é a história de nossa cidade, história política de Guaíba. Não podemos colocar todo mundo na mesma panela".
Para Fernanda Garcia (PTB), que se posicionou contrária, não há sentido de alguém receber essa honraria. "O reconhecimento tem que ser da população, que reelege ou não, e somos pagos pelos trabalhos que são feitos dentro dessa Casa", justificou. Ale Alves (PDT) destacou que "políticos já são tão mal falados e receber o título de vereador emérito é um deboche".
O presidente Arilene Pereira, um dos proponentes do projeto, não estava na sessão por motivos de saúde.