O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,2% em fevereiro, o maior nível já registrado na série histórica da pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O índice representa alta de 0,7 ponto percentual em relação a janeiro, quando estava em 79,5%. Na comparação com fevereiro de 2025, quando o indicador era de 76,4%, o avanço foi de 3,8 pontos percentuais.
O levantamento considera diferentes tipos de compromissos financeiros, como cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais e financiamentos de casa e carro.
Inadimplência também voltou a subir
A pesquisa mostra ainda que a inadimplência voltou a crescer, atingindo 29,6% das famílias brasileiras, após três meses consecutivos de queda.
Apesar do aumento no número de famílias com contas atrasadas, houve uma leve redução no percentual das que afirmam não ter condições de pagar as dívidas, que ficou em 12,6%.
Endividamento cresce em todas as faixas de renda
Segundo a CNC, o endividamento aumentou em todas as faixas de renda, com destaque para as famílias que recebem mais de cinco salários mínimos.
O estudo também aponta que o comprometimento médio da renda com dívidas chegou a 29,7%, indicando que quase um terço do rendimento das famílias brasileiras está destinado ao pagamento de débitos.
Especialistas alertam que o aumento do endividamento pode impactar o consumo e a estabilidade financeira das famílias, especialmente em um cenário de juros elevados e custo de vida mais alto.
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