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EUA e dez países latinos rejeitam decisão de tribunal venezuelano

Países solicitam uma auditoria imparcial dos resultados eleitorais venezuelanos

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
EUA e dez países latinos rejeitam decisão de tribunal venezuelano
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Uma carta conjunta assinada por Estados Unidos e outros dez países latino-americanos foi divulgada um dia após o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela confirmar a vitória do presidente Nicolás Maduro nas eleições realizadas em 28 de julho. O documento expressa a posição contrária dessas nações em relação à decisão do tribunal, que é a autoridade máxima em questões judiciais no país.

Os países signatários, além dos Estados Unidos, incluem Argentina, Costa Rica, Chile, Equador, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. A carta menciona que os países já haviam questionado a validade do processo eleitoral, destacando a falta de acesso dos representantes da oposição à contagem oficial dos votos, a ausência de publicação das atas e a recusa em realizar uma auditoria independente e imparcial.

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O documento sugere que uma auditoria completa e imparcial das atas eleitorais é necessária para garantir o respeito à vontade popular na Venezuela. Além disso, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Vedant Patel, reforçou a contestação dos resultados, argumentando que as planilhas de votação verificadas independentemente indicam a vitória do opositor Edmundo Gonzalez.

Enquanto isso, o Ministério Público venezuelano anunciou a abertura de uma investigação sobre a publicação de atas supostamente pertencentes à oposição, acusando os responsáveis por falsificação de documentos e conspiração. O ex-candidato presidencial Edmundo González também foi intimado para prestar depoimento.

A oposição venezuelana, representada por líderes como Maria Corina Machado, celebrou a posição dos 11 países e afirmou que o regime de Maduro está cada vez mais isolado. González também se pronunciou, pedindo que a comunidade internacional mantenha a pressão sobre as autoridades venezuelanas para garantir transparência nos resultados eleitorais.

O governo do Brasil ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, enquanto o México afirmou que aguardará a divulgação completa das atas eleitorais antes de tomar uma posição definitiva. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia também expressaram a necessidade de transparência nos resultados.

Por outro lado, o governo venezuelano, por meio de um comunicado oficial, rejeitou a carta conjunta, afirmando que os países envolvidos estão interferindo na soberania da Venezuela. O comunicado também acusou essas nações de serem cúmplices da violência no país.

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Contém informações da Agência Brasil

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