A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento, segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).
A paralisação começou na sexta-feira, após trabalhadores rejeitarem, durante assembleias, uma proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
Entre as principais reivindicações da categoria estão avanços nas negociações, a preservação de direitos dos trabalhadores e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.
De acordo com a Findect, um dos principais pontos de impasse é justamente o plano de saúde. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende promover alterações no benefício, questão considerada fundamental pelos trabalhadores.
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, informou a federação.
Diante da paralisação, os Correios informaram que acionaram o chamado Plano de Continuidade de Negócios, com o objetivo de reduzir os impactos da greve e manter a prestação dos serviços em todo o território nacional.
A estatal, porém, não detalhou até o momento se haverá mudanças nos prazos de entrega nem quais estados ou regiões poderão enfrentar maiores impactos em razão da mobilização.
Segundo os Correios, a rede de agências permanece aberta ao público durante a greve. A duração da paralisação dependerá do andamento das negociações entre trabalhadores e empresa.
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