O caldeireiro industrial Carlos Eduardo Nunes, de 43 anos, faleceu na noite desta segunda-feira (1º), no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ele estava internado desde 24 de junho, quando foi imobilizado durante uma abordagem policial em Guaíba.

Na data do ocorrido, Nunes sofreu uma parada cardiorrespiratória após ser contido com uso de taser e golpe de estrangulamento, segundo o registro da ocorrência. Ele foi levado desacordado para atendimento médico e permaneceu cerca de 50 dias em coma na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Posteriormente, foi transferido para um quarto, sem apresentar melhora no quadro clínico.
A Brigada Militar abriu procedimento interno para apurar a conduta dos policiais envolvidos. O relatório da Corregedoria, concluído em 4 de agosto, não encontrou relação entre a imobilização e a condição clínica de Nunes. O documento foi enviado ao Tribunal de Justiça Militar e será analisado pela Promotoria de Justiça Militar, que pode pedir novas diligências ou o arquivamento.

Paralelamente, a Polícia Civil instaurou inquérito, encerrado em 8 de agosto. A investigação apontou que os policiais agiram em estrito cumprimento do dever legal. A delegada responsável pelo caso afirmou que a conclusão levou em conta relatos de familiares sobre possível uso de substâncias entorpecentes por parte de Nunes, embora não tenha sido realizado exame de sangue.
No âmbito civil, o Ministério Público também deve avaliar o inquérito apresentado pela Polícia Civil para decidir sobre eventuais medidas.