O Irã elevou o tom contra Estados Unidos e Israel neste domingo (11) ao afirmar que irá retaliar militarmente caso seja alvo de um ataque norte-americano. A ameaça foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao agravamento da crise interna no país.
A declaração ocorre em um momento delicado para o regime iraniano, que enfrenta uma intensa onda de protestos populares contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. As manifestações ganharam força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington poderá intervir caso manifestantes pacíficos sejam mortos pelas forças de segurança iranianas.
Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou Estados Unidos e Israel de fomentarem instabilidade e caos dentro do país. Apesar das críticas, ele declarou estar disposto a dialogar com a população, em uma tentativa de conter o avanço dos protestos.
De acordo com a organização não governamental Iran Human Rights, ao menos 192 pessoas morreram desde o início das manifestações. A repressão se intensificou nos últimos dias e já é considerada o maior movimento de contestação ao regime iraniano desde 2022.
O cenário aumenta a preocupação internacional quanto a um possível confronto direto envolvendo Irã, Israel e forças norte-americanas, o que poderia ampliar ainda mais a instabilidade na região.
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