O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deu início, na quarta-feira (18), à Operação Descuidado, com foco na apuração de um suposto esquema de irregularidades envolvendo repasses estaduais na área da saúde. A investigação, conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, aponta que documentos teriam sido forjados para atender às exigências do programa Rede Bem Cuidar, possibilitando o envio de recursos a 13 prefeituras no Estado.

Segundo o MPRS, uma empresa com sede em Erechim, especializada em consultoria de políticas públicas, seria responsável pela elaboração de relatórios com informações que não correspondem à prestação real de serviços de saúde. A prática, conforme o órgão, resultou no repasse de verbas estaduais a partir de dados manipulados, gerando prejuízo aos cofres públicos e comprometendo a gestão da saúde nos municípios envolvidos. O montante total ainda está sendo levantado.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados judiciais. Um deles em Erechim, com busca e apreensão no escritório da empresa investigada. O outro, em Capivari do Sul, foi direcionado ao principal investigado, com foco na busca pessoal. As ações visam ampliar a coleta de provas e identificar outros possíveis participantes no esquema, além de apurar os valores recebidos por meio da prática sob investigação.

O material recolhido na operação está em análise, e a investigação segue em andamento para verificar a totalidade do prejuízo aos cofres públicos. As prefeituras mencionadas na investigação não tiveram os nomes divulgados até o momento.