O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação contra um grupo suspeito de utilizar empresas, familiares e bens de alto valor para ocultar recursos supostamente relacionados a uma facção criminosa.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades, incluindo Porto Alegre e municípios de outros Estados. A investigação busca identificar o caminho percorrido pelo dinheiro e os responsáveis pela estrutura que teria sido utilizada para a lavagem de capitais.
Na Capital gaúcha, um dos principais alvos é uma mansão avaliada em aproximadamente R$ 2,95 milhões. Uma loja voltada ao comércio de produtos de luxo e veículos blindados também estão entre os bens e negócios relacionados à investigação.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 8,1 milhões em patrimônio dos investigados, como forma de preservar valores que possam ter relação com os fatos apurados.
De acordo com o MPRS, as investigações apontam que empresas, familiares e possíveis “laranjas” teriam sido utilizados para movimentar recursos e dificultar a identificação da verdadeira origem do patrimônio.
Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados por integrantes do grupo, elemento que passou a fazer parte da apuração sobre a suposta lavagem de dinheiro.
A operação pretende aprofundar a análise das movimentações financeiras, identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer de que forma os recursos ligados à organização criminosa teriam sido inseridos ou ocultados por meio de negócios e patrimônio de alto valor.
Os alvos permanecem na condição de investigados, e eventuais responsabilidades criminais dependerão do avanço das apurações.
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