O advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, 41 anos, foi preso preventivamente na segunda-feira (2), em Porto Alegre, e deve passar por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (3). Após o procedimento, poderá ser encaminhado ao sistema prisional.
A prisão foi determinada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a partir de recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado (MPRS). A decisão foi proferida pela desembargadora Naele Ochoa Piazzeta. Na semana anterior, um primeiro pedido de prisão havia sido indeferido.
O Ministério Público denunciou o professor no dia 24 de fevereiro por 12 crimes contra 10 mulheres. Entre as acusações estão estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. Conforme a denúncia, os fatos teriam ocorrido ao longo de vários anos, desde pelo menos 2013.
O inquérito foi conduzido pela 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Nem o Ministério Público nem a Polícia Civil detalharam os fundamentos que embasaram o novo pedido de prisão. A prisão preventiva integra o Projeto Cumpra-se, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que atuou com apoio da Polícia Civil no cumprimento do mandado.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão preventiva tem como finalidade resguardar o andamento do processo, proteger vítimas e preservar provas. A delegada Waleska Viana de Alvarenga, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), afirmou que a medida é aplicada quando há indícios de que a liberdade do investigado pode comprometer a regularidade do processo penal.
Conrado Paulino da Rosa foi detido ao chegar em sua residência e encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde aguarda a audiência de custódia. A denúncia apresentada pelo Ministério Público ainda está sob análise do Judiciário.
Em nota divulgada nas redes sociais, a defesa do professor informou que considera a prisão preventiva indevida e baseada em fundamentos que já teriam sido rejeitados anteriormente. Os advogados afirmam ter protocolado documentos para contestar tanto os fatos descritos na denúncia quanto os argumentos utilizados para justificar a medida cautelar, além de apontarem supostas irregularidades na condução da investigação. A defesa declarou que adotará medidas judiciais para buscar a revogação da prisão.
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