Cerca de 2.000 demissões já foram registradas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) no Rio Grande do Sul após a entrada em vigor da Resolução 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que alterou as regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O número representa aproximadamente 20% do quadro de funcionários do setor no Estado, conforme dados do SindiCFC-RS.
De acordo com o presidente do sindicato, Vilnei Sessim, os desligamentos devem aumentar nos próximos dias e podem chegar a 2.500 ainda neste mês de janeiro. As principais funções afetadas são as de instrutores teóricos e diretores de ensino, cargos que deixaram de existir com a nova legislação, válida no Rio Grande do Sul desde o dia 5.
A resolução também reduziu em até 80% o custo do processo de habilitação, o que, segundo o sindicato, impacta diretamente o modelo de funcionamento das autoescolas. A entidade alerta para possíveis prejuízos na formação dos condutores e riscos à segurança no trânsito, além de atuar em Brasília para tentar restabelecer exigências mínimas no processo de ensino.
Em nota, o DetranRS informou que trabalha na implantação de um novo modelo, que prevê a atuação de instrutores autônomos e a utilização de veículos próprios pelos candidatos, com prazo até o dia 10 de março para adequações.
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