O Lago Guaíba, em Porto Alegre, atingiu nesta segunda-feira (23) o quarto dia consecutivo com nível acima da cota de alerta, conforme dados da medição realizada às 8h na Usina do Gasômetro. O nível registrado foi de 3,23 metros, cinco centímetros a mais do que no dia anterior. A cota de alerta no local é de 3 metros e a de inundação, de 3,60 metros.
Outro ponto de observação na capital, o Cais Mauá, apresentou 2,76 metros, também acima da cota de alerta local, que é de 2,30 metros. Apesar da elevação dos níveis, a Defesa Civil do Estado informou que não há expectativa, neste momento, de que a cota de inundação seja atingida na capital.

Rios que deságuam no Guaíba, como o dos Sinos, Gravataí e Jacuí, mantêm volumes elevados. Em São Leopoldo e Rio Pardo, os dados indicam níveis acima da cota de inundação, com marcas de 5,25 metros e 15,18 metros, respectivamente.
Na Fronteira Oeste, os municípios de Uruguaiana, Itaqui, São Borja, Manoel Viana e Alegrete seguem monitorando áreas ribeirinhas, com registros que superam os limites considerados críticos. Em São Borja, o Rio Uruguai chegou a 10,84 metros, ultrapassando a cota de inundação local de 8,50 metros. Situação semelhante ocorre em Itaqui, tanto no Uruguai quanto no Ibicuí, onde os níveis também continuam elevados.

Levantamento baseado em informações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) aponta ainda sete localidades em cota de alerta nesta manhã, incluindo cidades como Alvorada, Montenegro, Taquari e Caxias do Sul.
As classificações utilizadas pela Defesa Civil indicam que a cota de alerta representa uma possibilidade elevada de ocorrência de inundações. A cota de inundação marca o ponto em que os primeiros danos são observados nas áreas atingidas, enquanto a cota de inundação extrema se refere a impactos severos em áreas urbanas ou rurais.