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Quarta-feira, 29 de Abril 2026

🏥 Saúde

Óbitos por Influenza A crescem mais de 35% em quatro semanas e ampliam monitoramento de síndromes respiratórias no país

Boletim da Fundação Oswaldo Cruz aponta aumento de mortes por SRAG associadas a diferentes vírus e indica tendência de crescimento em grande parte dos estados

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Óbitos por Influenza A crescem mais de 35% em quatro semanas e ampliam monitoramento de síndromes respiratórias no país
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Dados recentes do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam aumento de 36,9% nos óbitos relacionados à Influenza A no Brasil nas últimas quatro semanas epidemiológicas. O crescimento acompanha a elevação dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus em diversas regiões do país.

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Segundo o levantamento, a maior parte dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresenta tendência de crescimento nos casos positivos de SRAG vinculados à Influenza A. Em contrapartida, estados como Pará, Ceará e Pernambuco registram sinais de redução, enquanto o Paraná passa a demonstrar elevação nos indicadores.

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Além da Influenza A, o boletim também aponta aumento de mortes associadas a outros agentes respiratórios. No mesmo período analisado, os óbitos relacionados ao rinovírus cresceram 30%, enquanto os vinculados à Covid-19 apresentaram alta de 25,6%.

No consolidado dos casos positivos de SRAG, o rinovírus lidera a prevalência, representando 45,3% das ocorrências. Em seguida aparecem a Influenza A, com 27,4%, o vírus sincicial respiratório (17,7%), a Covid-19 (7,3%) e a Influenza B (1,5%). Os dados demonstram a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios com impacto nas internações e nos óbitos registrados.

O boletim também classifica a situação epidemiológica da maioria dos estados brasileiros entre níveis de alerta, risco ou alto risco, com predominância de tendência de crescimento nas ocorrências de SRAG. Esse cenário mantém a vigilância ativa sobre a evolução das doenças respiratórias no país.

Pesquisadores do sistema InfoGripe destacam a importância da imunização como estratégia de prevenção, especialmente entre grupos mais suscetíveis a complicações, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde e da educação, além de gestantes. A recomendação inclui a atualização da vacina contra a influenza e, no caso de gestantes a partir da 28ª semana, a imunização contra o vírus sincicial respiratório.

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março e segue programada até 30 de maio em todo o território nacional, com a meta de ampliar a cobertura vacinal e reduzir o impacto das doenças respiratórias durante o período de maior circulação viral.

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