A Polícia Penal do Rio Grande do Sul concluiu, na sexta-feira (20), a décima fase da Operação Mute, realizada de forma simultânea em todo o país sob coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A ação ocorreu em três unidades prisionais do Estado, com foco na identificação e apreensão de materiais proibidos e na interrupção de comunicações irregulares no sistema prisional.
As atividades foram realizadas entre os dias 18 e 20 de março. Na Penitenciária Estadual de Porto Alegre, no primeiro dia, 46 servidores participaram da operação, com movimentação de 111 presos. No local, foram apreendidos 54 celulares, 48 carregadores, 54 cabos USB, 38 fones de ouvido e substâncias com características de entorpecentes.
No dia seguinte, a operação ocorreu na Penitenciária Estadual de Charqueadas III, com participação de 89 servidores e movimentação de 181 presos. Foram localizados 18 celulares e 13 chips telefônicos.
Na última etapa, realizada no Complexo Prisional de Canoas, 92 servidores atuaram na movimentação de 149 presos. Na unidade, foram apreendidos 17 celulares e 13 chips.
Ao final dos três dias, a operação totalizou a apreensão de 89 aparelhos celulares, 48 carregadores, 54 cabos USB e 26 chips. O efetivo total empregado na fase foi de 102 servidores.
Durante a operação, equipes utilizaram equipamentos de detecção de dispositivos eletrônicos, capazes de identificar aparelhos mesmo desligados ou ocultos em estruturas como paredes, móveis e tetos. A tecnologia também permite localizar componentes de pequeno porte, como cartões SIM.
A Operação Mute é realizada em todas as unidades da federação com o objetivo de combater comunicações não autorizadas dentro dos presídios. As ações são baseadas em informações de inteligência e incluem revistas estruturadas para ampliar o controle interno das unidades prisionais.
Segundo a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, as ações integram uma estratégia contínua de monitoramento e fiscalização, com foco na retirada de materiais irregulares e na padronização de procedimentos operacionais no sistema prisional.
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