A Polícia Civil do Rio Grande do Sul inicia nesta segunda-feira (11) a utilização de uma ferramenta de inteligência artificial voltada ao processamento de informações relacionadas a casos de violência doméstica contra a mulher. O sistema será implementado em delegacias de todo o Estado e também na Delegacia Online (DOL).
A tecnologia será utilizada na digitalização e interpretação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), documento aplicado durante o registro de ocorrências envolvendo violência doméstica e familiar. O recurso foi desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP) e apresentado oficialmente em 30 de abril. Na última semana, policiais civis participaram de treinamentos para utilização da ferramenta.
O Fonar integra o Sistema de Polícia Judiciária (SPJ) da corporação e reúne perguntas objetivas e subjetivas destinadas à identificação de situações de risco enfrentadas pela vítima. O formulário pode ser preenchido presencialmente nas delegacias ou pela Delegacia Online.
Nos atendimentos presenciais, o documento poderá ser preenchido diretamente no sistema digital ou de forma híbrida, em papel. Neste caso, as respostas escritas à mão serão digitalizadas e interpretadas pela inteligência artificial, que auxiliará na organização das informações e no preenchimento eletrônico do formulário.
Segundo a Polícia Civil, a adoção do sistema busca acelerar a análise dos dados coletados durante o registro da ocorrência e contribuir para a identificação de fatores de risco relacionados à violência doméstica. As informações registradas também podem subsidiar pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) e outras medidas cautelares encaminhadas ao Poder Judiciário.
De acordo com a diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da Delegacia Online, delegada Viviane Pinto, a utilização da inteligência artificial no sistema da corporação deve ampliar a integração das informações e reduzir o tempo de encaminhamento dos casos.
O Formulário Nacional de Avaliação de Risco foi instituído em 2020 e integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. A aplicação do documento deve ocorrer, preferencialmente, no momento do registro da ocorrência policial e pode ser realizada pela Polícia Civil, Ministério Público ou Poder Judiciário, conforme a etapa do atendimento à vítima.
Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:
Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.
Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.
Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.
Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.
Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.
Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.
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