A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido para a instalação de 26 novos equipamentos de fiscalização de velocidade nas rodovias federais sob concessão da CCR Viasul no Rio Grande do Sul. O ofício foi enviado durante o mês de novembro como parte da revisão quinquenal das obrigações previstas no contrato de concessão. A solicitação inclui 16 redutores de velocidade e 10 controladores fixos distribuídos em trechos da BR-386, BR-101, BR-290 (freeway) e BR-448.

De acordo com o documento, essa revisão ocorre a cada cinco anos e tem como objetivo atualizar demandas estruturais e operacionais do sistema viário. A PRF afirma que parte das solicitações feitas em 2021 não foi executada, pois o contrato previa valores inferiores aos necessários para custear a instalação dos equipamentos. Atualmente, apenas quatro radares fixos estão em funcionamento nos trechos administrados pela concessionária, número considerado insuficiente para o volume de tráfego.
O novo relatório técnico elaborado pela corporação aponta impacto direto da instalação de radares nos índices de acidentalidade. Segundo o estudo, áreas que receberam equipamentos registraram redução aproximada de 30% nos acidentes graves e nas mortes em um raio de 2,5 quilômetros ao redor dos dispositivos. Nos trechos sem novas instalações, a diminuição foi de 11% no mesmo período. Diante dessa diferença, a PRF atualizou a lista de pontos considerados críticos.
A lista enviada à ANTT detalha os trechos onde a corporação recomenda a ampliação da cobertura de fiscalização. Na BR-101 estão previstos redutores e controladores entre os quilômetros 6,9 e 65. Na BR-290, os pedidos incluem equipamentos nos quilômetros 3, 88, 91 e 92,5. A BR-386 concentra o maior número de solicitações, com dispositivos distribuídos entre os quilômetros 215 e 417, enquanto na BR-448 há pedidos de instalação nos quilômetros 13,5, 21,7 e 22,3.
Trechos de ligação entre a BR-448 e a freeway também foram destacados pela PRF como pontos sensíveis. Nos últimos meses, acidentes graves têm sido registrados na alça da ponte estaiada que conecta as rodovias. O caso mais recente ocorreu na terça-feira (2), quando um caminhão tombou e pegou fogo na descida em direção a Porto Alegre, resultando na morte do motorista. A corporação defende que lombadas eletrônicas auxiliariam na redução de velocidade nessas áreas, consideradas de alto risco operacional.

Além da instalação dos novos dispositivos, a PRF solicitou que o contrato de concessão seja atualizado para permitir o remanejamento anual de até 20% dos radares já instalados. A medida possibilitaria transferir equipamentos para pontos que apresentem aumento no número de acidentes ao longo do tempo, garantindo maior flexibilidade para ações preventivas.