Um levantamento preocupante revela o forte impacto da saúde mental na rede estadual de ensino de São Paulo. Entre janeiro e setembro deste ano, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) autorizou, em média, 95 licenças médicas diárias para professores devido a transtornos mentais e comportamentais.
Os dados foram obtidos pelo Centro do Professorado Paulista (CPP), por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), junto à Diretoria de Perícias Médicas do Estado (DPME).

Alerta da Categoria
O volume de afastamentos evidencia a “pressão emocional enfrentada pelos professores” e a carência de políticas eficazes de prevenção, segundo o CPP. O diretor-geral da entidade, Alessandro Soares, classifica os números como um "grito de alerta".
“Esses números são um grito de alerta. O professor está adoecendo a cada dia”, afirmou Soares.
Resposta da Secretaria de Educação

Em resposta ao levantamento, a Secretaria da Educação de São Paulo (Seduc) informou que monitora os indicadores de saúde dos servidores em conjunto com o DPME.
A pasta defendeu que tem ampliado as ações de acolhimento, prevenção e cuidado, e atribui parte dos desafios ao período pós-pandemia, à integração de tecnologias nas escolas e às novas demandas pedagógicas e sociais enfrentadas pelos educadores.
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