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Quinta-feira, 30 de Abril 2026

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Quarentena da gripe aviária chega ao fim no Estado após ações rigorosas e sistemáticas da vigilância sanitária

Medidas de controle envolveram cerca de duas mil visitas a propriedades e fiscalização em mais de quatro mil veículos; vigilância permanece ativa no Estado

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Quarentena da gripe aviária chega ao fim no Estado após ações rigorosas e sistemáticas da vigilância sanitária
Jonas Fernandes/ Divulgação Seapi
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A quarentena sanitária estabelecida após a detecção de um foco de influenza aviária (H5N1) em aves comerciais no município de Montenegro, no Vale do Caí, será encerrada nesta quarta-feira (18). A medida, chamada tecnicamente de "vazio sanitário", durou 28 dias e seguiu protocolos definidos pelo Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária.

Desde a confirmação do caso em 15 de maio, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul coordenou uma série de ações preventivas e de controle. Entre as medidas implementadas estiveram barreiras sanitárias que inspecionaram mais de quatro mil veículos, com o objetivo de conter o transporte de animais, rações e produtos de origem animal. Também foram realizadas cerca de duas mil visitas a propriedades rurais localizadas em zonas de três e dez quilômetros ao redor do foco inicial.

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As ações contaram com a participação de diversas instituições, incluindo o Ministério da Agricultura, a Brigada Militar (por meio do Batalhão Ambiental), a Polícia Rodoviária Estadual, a Defesa Civil e a prefeitura local. O trabalho incluiu vistorias, coleta de amostras e monitoramento de aves domésticas e silvestres. Um dos pontos utilizados para apoiar a logística foi a Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), que permitiu o planejamento em tempo real das atividades de campo por meio de geolocalização.

Com base na experiência desde a chegada do vírus à América do Sul, em 2022, o Estado reforçou os protocolos de resposta imediata a sintomas respiratórios ou neurológicos em aves. Até o momento, o Rio Grande do Sul realizou 539 investigações de casos suspeitos, das quais 163 resultaram em coletas laboratoriais. No período mais recente, após o foco em Montenegro, foram feitas 30 novas investigações em diferentes regiões, com coletas em 17 delas.

Na zona de dez quilômetros ao redor da granja onde houve a detecção inicial, foram coletadas quatro amostras. Apenas uma delas confirmou a presença do vírus, envolvendo uma ave silvestre da espécie João de Barro. Essa ocorrência reforçou a necessidade de monitoramento contínuo da fauna nativa.

O Estado, que possui um dos maiores plantéis avícolas do país, considera que o encerramento do vazio sanitário e a ausência de novos focos permitem ao Brasil solicitar junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como país livre de influenza aviária de alta patogenicidade. A medida é estratégica para preservar a confiança internacional nas exportações de produtos avícolas brasileiros.

Apesar do fim da quarentena, a Secretaria da Agricultura mantém o alerta para sintomas em aves, como morte súbita, alterações motoras, diarreia e queda na produção de ovos. Qualquer suspeita deve ser comunicada aos órgãos oficiais por meio das Inspetorias, Escritórios de Defesa Agropecuária, sistema e-Sisbravet ou pelo telefone (51) 98445-2033.

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