Representantes da rede de proteção de Guaíba participaram, na última terça-feira, dia 27 de maio, de uma apresentação do Projeto Sinais, promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE). A atividade teve como foco a disseminação de informações sobre estratégias para identificar e prevenir situações de violência envolvendo adolescentes.
A exposição foi conduzida pelo promotor de Justiça Márcio Abreu Ferreira da Cunha, integrante do NUPVE, com participação da promotora Karinna Orlandi, da Promotoria Especializada de Guaíba. O conteúdo abordado incluiu fatores associados à radicalização de jovens, com destaque para a influência de ambientes virtuais, redes sociais e jogos online, considerados espaços de aproximação entre adolescentes e grupos com ideologias extremistas.

Durante a apresentação, foi detalhado um perfil recorrente entre adolescentes em situação de vulnerabilidade, caracterizado por isolamento social, histórico de violência doméstica, experiências de bullying e consumo frequente de conteúdos violentos. Diante desse cenário, foi enfatizada a importância da atuação coordenada entre famílias, escolas e instituições públicas para a identificação precoce de sinais de risco.
O Projeto Sinais faz parte de uma série de ações do MPRS voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento de ambientes escolares. A proposta já foi levada a outros municípios do Rio Grande do Sul e tem como objetivo capacitar agentes públicos e educadores para o reconhecimento de comportamentos que possam indicar risco de envolvimento em situações extremas.

O encontro contou com a presença de representantes do Judiciário, do Executivo municipal, da área da educação e da segurança pública. Participaram o juiz da Infância e Juventude de Guaíba, André Atalla; a secretária municipal de Educação, Magda Ramos; conselheiros tutelares; membros da 12ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE); integrantes do 31º Batalhão de Polícia Militar; profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS); além de representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA), direções de escolas e servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social.