Após reunião de mais de duas horas na manhã desta terça-feira (12), nenhum acordo foi fechado entre rodoviários, a empresa de ônibus Expresso Assur e a Prefeitura de Guaíba. Os rodoviários paralisaram o serviço na última segunda-feira (11), reclamando atraso no pagamento de salários e benefícios por parte da empresa. Tanto Prefeitura quando empresa alegam que não têm condições de arcar com os valores.
Não tendo chegado a nenhum acordo, os trabalhadores não voltarão ao trabalho integralmente. Os ônibus que fazem as linhas dentro da cidade circularão com 40% da frota a partir desta quarta-feira (13), conforme o presidente do sindicato dos rodoviários de Guaíba, Luis Carlos Veiga Martins. A medida deve durar até a próxima segunda-feira (18), quando nova audiência ocorrerá, às 18h.
Na última segunda-feira (11), nenhum dos 106 funcionários da empresa trabalhou. Durante a manhã, os rodoviários protestaram em frente à garagem da empresa Expresso Assur. O prefeito Marcelo Maranata (PDT) foi até a porta da empresa, na ocasião, e conversou com os rodoviários. Houve discussão com o presidente da entidade, Luís Carlos Veiga Martins, que cobrava uma solução. Segundo Martins, a situação está insustentável, pois a cesta básica e os vales alimentação estão atrasados há um ano meio, o salário está sendo parcelado e o décimo terceiro ainda não foi pago.
A Expresso Assur diz que sua única fonte de receita é a passagem paga pelo passageiro, que já vem sofrendo com o transporte clandestino e, com a pandemia, a situação piorou mais ainda. Segundo a empresa, a receita atual não cobre a sua folha de pagamento.
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