O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a oferta de um novo tratamento para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), condição respiratória associada principalmente ao tabagismo. A mudança faz parte de um protocolo atualizado do Ministério da Saúde, que estabelece novas diretrizes para diagnóstico e acompanhamento dos pacientes em todo o país.
A DPOC é caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, com redução progressiva da capacidade respiratória. Segundo especialistas, grande parte dos portadores não possui diagnóstico, o que contribui para o início tardio do tratamento. Dados oficiais indicam que, em 2024, o SUS realizou quase 22 milhões de atendimentos relacionados à doença, número oito vezes maior do que o registrado em 2015, início da série histórica.
As novas regras ampliam a realização de exames para avaliação da função pulmonar, com o objetivo de identificar a doença em estágios iniciais. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir internações e óbitos associados à progressão da DPOC por meio do acompanhamento contínuo e do início antecipado da terapia.
O protocolo também incorpora ao SUS a distribuição gratuita de uma bombinha inalável que reúne três medicamentos em um único dispositivo, conhecida como tripla terapia. A tecnologia já é utilizada no tratamento da DPOC e passa a integrar a lista de medicamentos oferecidos pela rede pública.
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento é contínuo e deve ser mantido ao longo da vida. Especialistas reforçam que a interrupção do tabagismo é parte essencial do cuidado, independentemente do uso dos medicamentos disponibilizados pelo SUS.
Comentários: