A estrutura do Centro Humanitário de Acolhimento Vida, localizada em Porto Alegre, iniciou o processo de desmobilização na sexta-feira (30). As famílias que permaneciam no local foram transferidas para moradias temporárias no bairro Sarandi, disponibilizadas pelo governo estadual.
Com o encerramento das atividades do Centro Vida, conclui-se a operação dos três Centros Humanitários de Acolhimento criados em 2024 para atender famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Os outros dois centros, Recomeço e Esperança, situados em Canoas, encerraram seus serviços em dezembro de 2024 e maio de 2025, respectivamente.

As transferências do Centro Vida ocorreram ao longo do mês de maio e contaram com a participação da Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária, do Gabinete de Projetos Especiais vinculado ao Gabinete do Vice-Governador, da Prefeitura de Porto Alegre e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Os Centros Humanitários de Acolhimento foram uma iniciativa emergencial do governo estadual, com apoio da Fecomércio e gestão operacional da OIM. Criados em julho de 2024, os espaços foram estruturados para receber temporariamente a população desalojada pelas enchentes. As unidades foram organizadas com separação por perfis familiares e individuais, contando com serviços de alimentação, atendimento médico, suporte psicossocial, lavanderia, espaços de lazer e encaminhamento para o mercado de trabalho.

Ao longo do período de funcionamento, os três centros acolheram 1.184 pessoas, com um pico de cerca de 800 indivíduos simultaneamente.
A partir da realocação das famílias em moradias provisórias, o governo estadual encerra oficialmente a etapa de funcionamento dos abrigos humanitários, iniciando uma nova fase de acompanhamento e reinserção das famílias em estruturas habitacionais mais estáveis.