O governo brasileiro tem enfrentado dificuldades para negociar com a Venezuela o pagamento de uma dívida de aproximadamente US$ 1,74 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões), oriunda de financiamentos concedidos pelo BNDES a empresas brasileiras que atuaram em projetos de infraestrutura no país vizinho, como o metrô de Caracas.

Desde a reabertura das negociações em 2023, motivada pela visita do presidente Nicolás Maduro a Brasília, o governo Lula tem recorrido a canais diplomáticos e enviado comunicações formais ao Ministério da Economia venezuelano. Apesar dos esforços, as tentativas de contato têm sido ignoradas.
A relação entre os dois países ficou ainda mais tensa após o Brasil vetar a entrada da Venezuela no grupo BRICS, o que contribuiu para o esfriamento das tratativas financeiras.
A oposição no Congresso, especialmente representada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), tem cobrado explicações do governo federal e pressionado por medidas mais incisivas para garantir o ressarcimento ao Brasil. Ferreira também questiona a utilização de recursos públicos do BNDES em projetos internacionais sem garantias de retorno.

Apesar das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a intenção de cobrar os países devedores, ainda não houve avanço concreto nas negociações com Caracas.