A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta segunda-feira (30), o registro de um medicamento destinado à prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR), associado a quadros de bronquiolite em crianças pequenas. O produto, denominado Enflonsia (clesrovimabe), é desenvolvido pela Merck Sharp & Dohme.
O medicamento é classificado como um anticorpo monoclonal de longa duração. Diferentemente das vacinas, que estimulam o organismo a produzir دفاع imunológica, o produto fornece anticorpos prontos, permitindo proteção imediata ao paciente.
De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Imunizações, o desempenho do clesrovimabe é comparável ao do nirsevimabe, aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde em fevereiro de 2025. O novo medicamento apresenta como característica a capacidade de atuar em duas etapas do processo de infecção viral, ao se ligar a uma proteína do vírus antes e depois da fusão com as células humanas.
Segundo a Anvisa, o produto será disponibilizado em forma de injeção única, indicada para recém-nascidos e bebês durante os períodos de maior circulação do VSR. A padronização da dose, sem variação por peso ou idade, é apontada como um fator que pode facilitar a logística de distribuição e reduzir erros na administração.
Apesar da autorização para registro, a disponibilização do medicamento no mercado ainda depende de etapas adicionais, como definição de preço, processos de controle de qualidade e diretrizes de uso por entidades médicas.
O VSR é um dos principais agentes causadores de bronquiolite, infecção que atinge os bronquíolos, estruturas do sistema respiratório. A doença pode ocorrer em diferentes faixas etárias, com maior risco de complicações nos primeiros meses de vida, especialmente em bebês prematuros ou com condições pré-existentes.
Os sintomas iniciais incluem manifestações semelhantes às de infecções respiratórias leves, como tosse e coriza. Em casos mais avançados, o comprometimento das vias aéreas inferiores pode provocar dificuldade respiratória, aumento da frequência respiratória e chiado no peito, podendo evoluir para quadros que exigem atendimento hospitalar.
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