A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, concordou nesta quarta-feira (26) em estabelecer novas restrições para o uso de suas plataformas por adolescentes nos Estados Unidos. Entre as medidas estão um limite diário de duas horas e o impedimento de acesso aos aplicativos durante o período noturno.
As mudanças fazem parte de um acordo de US$ 16,7 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 86 bilhões, firmado após questionamentos de diversos estados norte-americanos sobre a forma como as plataformas são desenvolvidas e oferecidas ao público mais jovem.
As acusações apontavam que a Meta teria projetado deliberadamente recursos de suas redes sociais para aumentar o engajamento e manter crianças e adolescentes conectados por períodos prolongados.
A empresa também foi acusada de minimizar ou apresentar de maneira inadequada os possíveis riscos relacionados ao uso das plataformas por jovens, além de coletar ilegalmente dados de crianças menores de 13 anos.
Com o acordo, a companhia deverá adotar mecanismos para restringir o tempo que adolescentes permanecem no Facebook e no Instagram. Além do teto de duas horas diárias, o acesso durante a noite deverá ser bloqueado para as contas abrangidas pelas novas regras.
As medidas reforçam o debate internacional sobre a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Nos últimos anos, governos e órgãos reguladores têm ampliado a pressão sobre plataformas para estabelecer mecanismos de proteção, privacidade e controle do tempo de uso.
O acordo representa uma mudança significativa na forma como a Meta administra o acesso de adolescentes às suas principais redes sociais nos Estados Unidos e poderá ampliar as discussões sobre regras semelhantes em outros países.
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