Durante a oração do Angelus realizada neste domingo (8), na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa Leão XVI pediu a interrupção dos combates no Oriente Médio e defendeu a abertura de negociações entre os países envolvidos no confronto. O pronunciamento ocorreu em meio à continuidade da guerra na região, que chegou ao nono dia.
Em sua fala pública, o pontífice afirmou acompanhar as informações que chegam do Irã e de outros países do Oriente Médio e mencionou a possibilidade de ampliação do conflito para outras nações da região, incluindo o Líbano. Segundo ele, os acontecimentos recentes têm provocado impactos sobre a população e aumentado o clima de tensão entre os países envolvidos.
O líder da Igreja Católica também declarou que espera a suspensão das ações militares e a criação de um espaço de diálogo entre as partes. Durante a oração, pediu que a comunidade internacional busque caminhos para negociações e mencionou a necessidade de atenção às pessoas afetadas pelos confrontos.
A atual escalada militar começou após uma operação envolvendo forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O episódio resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava a posição de líder supremo iraniano e era considerado a principal autoridade política e religiosa do país. Após o ataque, o governo iraniano iniciou ações militares contra aliados de Washington na região.
Enquanto os confrontos continuam, autoridades do Irã informaram que a Assembleia de Peritos do país já escolheu o sucessor de Khamenei para o cargo de líder supremo. O nome do novo dirigente ainda não foi divulgado oficialmente.
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o próximo líder iraniano poderá enfrentar dificuldades para se manter no cargo caso não tenha aceitação por parte do governo norte-americano. A situação ocorre em paralelo à continuidade das ações militares na região.
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