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Quinta, 15 de abril de 2021

🏥 Saúde

Possível contaminação em picolés no RS tem cerca de 200 casos de intoxicação; veja qual a marca e os cuidados

Empresa não tinha a licença de produção e não realizava a pasteurização dos produtos, que é uma etapa obrigatória

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A secretaria da Saúde do Estado divulgou, nesta quarta-feira (21), um alerta sobre o consumo de picolés de uma empresa com sede em Sapiranga e que não possuía licença para a produção do alimento. O picolé é suspeito de causar surto em consumidores que tiveram sintomas de náusea, vômitos, dor abdominal e diarreia.
 
 
Até o momento, cerca de 200 casos já foram identificados em Sapiranga e Xangri-lá, além de relatos ainda não contabilizados nas cidades de Canela e Gramado. Os primeiros relatos de mal-estar após o consumo ocorreram na sexta-feira (16). Todas pessoas foram atendidas, sem necessidade de hospitalização.
 
Amostras do produto e da água utilizada na produção foram encaminhadas para análise laboratorial, bem como os exames de pessoas com sintomas para a identificação da doença. Será publicado um resultado laboratorial sobre o produto, feito com o objetivo de verificar se há relação entre o consumo do picolé e os sintomas nos consumidores.
 
 
A partir da notificação, foi iniciada uma investigação sobre possível contaminação. A Vigilância Sanitária do Estado também solicitou a interdição cautelar de todos os produtos (gelados comestíveis) da empresa Caliston Otoniel Oliveira (marca FrutiBom). As vigilâncias em saúde municipais deverão notificar à vigilância epidemiológica todos os casos identificados.
 
Não há até o momento mais informações de quais outras cidades podem ter tido o produto comercializado e buscas ativas foram orientadas às vigilâncias municipais. A fiscalização do município na empresa já identificou que, além da falta da autorização, a empresa não realizava a pasteurização dos produtos, que é uma etapa obrigatória em indústria de gelados comestíveis.
 
Aos consumidores, a orientação é que, caso tenham ingerido o produto e apresentado sintomas como os até agora relatados (náusea, vômitos, dor abdominal, diarreia), contatem imediatamente a vigilância em saúde de seu município ou ligue para o Disque-Vigilância do Cevs, através do fone 150 (que funciona de segunda a sexta-feira das 8h30 às 22h e aos sábados, domingos e feriados das 8h às 20h). Caso necessário, procure atendimento médico. Caso a pessoa ainda tenha o produto, mantenha-o na embalagem original, fora do alcance de crianças.
 

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