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Segunda-feira, 22 de Junho 2026
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Possível realocação do Marco Farroupilha preocupa historiadores e moradores do Balneário Alegria

Grupo se reuniu nesta terça-feira (16) na Igreja Nossa Senhora da Paz

Pedro Molnar
Por Pedro Molnar
Possível realocação do Marco Farroupilha preocupa historiadores e moradores do Balneário Alegria
Divulgação
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Moradores do Balneário Alegria, onde fica localizado o Marco Farroupilha, se reuniram, na noite de terça-feira (16), na Igreja Nossa Senhora da Paz. No Termo de Ajustamento e Conduta (TAC) entre a empresa CMPC e o Ministério Público está a possível realocação e revitalização do monumento, construído em 1965, que marca o local de início da Revolução Farroupilha, em 1835. Juntamente com Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA) de Guaíba, os presentes questionaram a remoção e outros danos ambientais que indústria de celulose pretende solucionar até o fevereiro de 2020, como emissões aéreas, odoríferas e sonoras.


No TAC está previsto a revitalização de orla do Lago Guaíba, com obras de infraestrutura no bairro da zona sul. Além da reforma de calçada, iluminação e instalação de uma ciclovia, o projeto também prevê paisagismo. Foi no projeto inicial, que também inclui a orla do bairro Alvorada, foi analisado a possível retirada do monumento histórico, preocupação dos moradores, de ambientalistas e historiadores.


De acordo com a historiadora Miriam Leão, "o marco não é só um marco, é um monumento e documento (que hoje não fica só no papel). Ele marca um fato histórico, guarda um lugar diferenciado e de memória". O local foi um dos principais motivos do título de Guaíba como Berço da Revolução Farroupilha. Segundo a prefeitura, existe um processo que considera o monumento como tombado, que proibiria a troca de lugar. "Para mexer no marco, só pode se haver uma restauração", disse Miriam.

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No dia 9, a historiadora esteve com arquitetos contratados pela empresa na praia do Balneário Alegria, sugerindo o novo projeto de paisagismo. Foi indicado um acesso ao marco farroupilha em seu local original e, assim, está prevista apresentação de um novo projeto para a comunidade. De acordo com a fábrica, ela "está promovendo conversas com moradores dos Balneários Alegria e Alvorada. Além de ouvir formadores de opinião para receber contribuições e ideias, cocria projetos de melhorias urbanas para as orlas". Ainda diz que "os projetos para as obras serão elaborados após as sugestões da comunidade e seguirão posteriormente para a aprovação dos órgãos públicos competentes”. A previsão para início é ainda este ano.


De acordo como o Coordenador de Patrimônio Natural da AMA, o engenheiro ambiental Eduardo Reguse, o próprio Ministério Publico reconheceu que o Estudo de Impacto Ambiental da Aracruz não previu corretamente os impactos que a quadruplicação da empresa em meio à zona urbana residencial de Guaíba esta gerando. O documento prevê que a indústria deve diminuir "ainda mais" o desconforto alegado por alguns moradores. Para a presidente da Associação de Moradores do Balneário da Alegria, Carolina Coutinho, não são "alguns", mas próximo a 10 mil habitantes da região.


Reguse ainda fez um alerta. "A população tem que estar ciente de que estas compensações que a empresa irá fazer, revitalizando os balneários, é uma obrigação imposta pelo Ministério Público - não por que a empresa é benevolente. As únicas pessoas que merecem ser agradecidas por estas melhorias são as moradoras e moradores que lutam pela qualidade de vida de toda comunidade", disse o engenheiro.

 

 

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