Um levantamento internacional divulgado na edição de março da revista científica The Lancet aponta que 43,2% das mortes por câncer registradas no Brasil poderiam ser evitadas. O estudo destaca que medidas como prevenção primária, diagnóstico precoce e acesso adequado ao tratamento seriam fundamentais para reduzir os índices.
De acordo com a pesquisa, entre os casos diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem evoluir para óbito até cinco anos após a detecção. Desse total, aproximadamente 109,4 mil mortes são classificadas como evitáveis.
Os pesquisadores dividem esses números em dois grupos: cerca de 65,2 mil mortes seriam preveníveis, ou seja, poderiam não ocorrer caso houvesse redução de fatores de risco e maior atuação preventiva. Outras 44,2 mil poderiam ser evitadas por meio de diagnóstico antecipado e tratamento eficaz.
O estudo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à ampliação do rastreamento, campanhas educativas e melhoria na estrutura de atendimento oncológico.
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