O Ministério da Cultura da França confirmou no domingo (19) o furto de oito joias pertencentes à antiga Coroa Francesa durante um assalto ao Museu do Louvre, em Paris. Entre os itens levados estão colares, tiaras e broches de valor histórico, que integravam a coleção exposta na Galeria de Apolo. Poucas horas após o crime, a polícia recuperou uma das peças — a coroa da imperatriz Eugénie de Montijo, esposa de Napoleão III — encontrada em uma rua próxima ao museu.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Le Parisien, o conjunto furtado inclui joias que pertenceram à rainha Maria Amélia de Nápoles e Sicília, à rainha Hortênsia de Beauharnais e à imperatriz Maria Luísa de Áustria. O material recuperado está sendo periciado para avaliar eventuais danos.
A coroa encontrada, confeccionada no século 19 pelo joalheiro Alexandre-Gabriel Lemonnier, é composta por 1.354 diamantes, 1.136 rosas e 56 esmeraldas. A peça, inspirada no estilo imperial do Primeiro Império Francês, possui oito arcos em forma de águia moldados em ouro e faz parte das Joias da Coroa Francesa, tradicionalmente expostas na Galeria de Apolo.
As investigações apontam que quatro pessoas participaram do assalto. Dois homens teriam utilizado um guindaste acoplado à fachada do museu, que passa por reformas, para acessar o primeiro andar. Eles quebraram vitrines reforçadas e levaram os objetos em aproximadamente sete minutos, enquanto outros dois suspeitos aguardavam do lado de fora. A fuga ocorreu em uma moto e uma scooter.

O Louvre foi esvaziado e permaneceu fechado durante o domingo para o trabalho das equipes policiais e peritos. As autoridades francesas seguem em busca dos demais itens e dos responsáveis pelo crime.