TVGO | Guaíba Online

Sexta-feira, 05 de Dezembro de 2025

🏘️ Cidades do RS

RS registra aumento de 2,5 mil ocorrências com abelhas e marimbondos em relação a 2024

Especialistas relacionam crescimento dos atendimentos às mudanças climáticas e ao desmatamento

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
RS registra aumento de 2,5 mil ocorrências com abelhas e marimbondos em relação a 2024
Canva
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Rio Grande do Sul registra, em 2025, um crescimento significativo no número de acionamentos ao Corpo de Bombeiros Militar para manejo de abelhas e marimbondos. Até 13 de novembro, o Estado contabilizava 2.593 atendimentos a mais do que em todo o ano de 2024. Dos 250 municípios atendidos pelos bombeiros, 157 apresentaram aumento na comparação com os dados de 2022.

O avanço mais expressivo ocorreu em Caxias do Sul, que passou de 104 registros em 2022 para 529 em 2025. Em Porto Alegre, o total subiu de 1.196 para 1.292 no mesmo período. Grande parte dos chamados está relacionada ao processo de enxameação, quando grupos de insetos se deslocam em busca de novos locais para instalação de colmeias ou ninhos.

Leia Também:

Causas apontadas por pesquisadores

O professor Rafael Meirelles, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), atribui o aumento de ocorrências ao desmatamento e às mudanças climáticas. De acordo com estudos conduzidos pelo pesquisador, há um deslocamento crescente de insetos de áreas rurais para zonas urbanas. Meirelles observa que o avanço agrícola e a redução de áreas de mata diminuem locais adequados para instalação de ninhos, além de elevar o contato dos insetos com agrotóxicos.

O pesquisador destaca ainda que oscilações climáticas, como ondas de calor fora de época, interferem na floração das plantas, o que reduz a oferta de alimento. O metabolismo dos insetos também acelera em períodos quentes, favorecendo o aumento populacional durante a primavera.

Orientações de segurança

O Corpo de Bombeiros orienta que, ao se deparar com um enxame, a população mantenha distância e evite intervenções. O capitão Thiago Bona, do 1º Batalhão do CBMRS, reforça que a permanência dos insetos costuma ser temporária e que a remoção deve ser feita por profissionais capacitados. O extermínio é adotado apenas em situações de risco imediato.

Meirelles ressalta que, entre as 25 espécies de abelhas registradas no Estado, apenas uma apresenta ferrão e capacidade de causar acidentes graves. Ele orienta que o local seja isolado e que o acionamento aos bombeiros ou apicultores seja feito sem aproximações ou tentativas de manejo.

Casos de ataque

Em situações de ataque, a recomendação é proteger cabeça, pescoço e rosto, afastar-se do enxame e acionar os bombeiros. Segundo Bona, vítimas devem ser avaliadas em unidades de saúde, especialmente pessoas com sensibilidade ao veneno.

FONTE/CRÉDITOS: Contém informações de GZH
Comentários: