O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que oito pessoas, incluindo cinco servidores públicos, devolvam cerca de R$ 2,3 milhões desviados por meio de benefícios do INSS destinados a pessoas já falecidas ou fictícias no Nordeste do Brasil.

A investigação apontou que o grupo forjou documentos para transferir benefícios do estado do Maranhão para o Piauí, resultando em pagamentos indevidos. A decisão foi tomada na última quarta-feira (16) e prevê a restituição dos valores em até 15 dias.
Além da devolução, o TCU impôs multas que somam R$ 6,6 milhões aos envolvidos e os proibiu de exercer cargos comissionados ou funções de confiança no serviço público pelos próximos oito anos. O caso foi encaminhado ao Ministério Público para que sejam avaliadas possíveis ações criminais.

Segundo o jornalista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, os acusados são investigados por formação de organização criminosa e prejuízo aos cofres públicos. O escândalo reforça os desafios no combate à corrupção e à fraude no sistema previdenciário brasileiro.