DEGRAUS DE OUTONO
minha alma em escala de cinza
meus sentidos em degradê
nos degraus do outono
é meu abandono
em grafite em
carbono
e pó
só
só
passos
descalços
pedra por pedra
ramagens e escadas
sigo teu rastro de bruma
dentre os versos que a pluma
guarda do amor que ardeu em brasas
Poesia de Danilo Kuhn
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