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Sabado, 13 de Julho de 2024

Geral

O cérebro precisa ser estimulado: o saber não é instantâneo, mas sim contínuo

No que afirma Schopenhauer, o gênio lê o livro do mundo com os pensamentos estimulados “pelas próprias coisas"

Tarso Vigil - Filosofia de Bar
Por Tarso Vigil - Filosofia de Bar
O cérebro precisa ser estimulado: o saber não é instantâneo, mas sim contínuo
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Bem-vindo novamente, nobre viajante! […] Em palavras tão ásperas, a criticidade toma conta do que se propõe a escrever. Escrever, para quem talvez o compreenda e tenha em mente a ideia de autossuficiência. No que afirma Schopenhauer, o gênio lê o livro do mundo com os pensamentos estimulados “pelas próprias coisas”. De modo geral e um tanto quanto reticente, existe uma intenção de promover a inventividade originária de um pensamento próprio. Mas a ideia de não ler perfaz aspectos conflitantes de uma mente além de seu tempo. Na conjuntura do conhecimento e na própria ideia de construção gradual, o saber não é instantâneo, mas sim contínuo. 

O cérebro, como qualquer outro órgão, precisa ser estimulado, pois a atrofia é uma resultante da estática motora. Nutrir-se, ou melhor, nutri-lo é parte essencial para um desenvolvimento cognitivo. Apesar das palavras do filósofo, terem um tom mais ácido que o gosto de um limão-siciliano, sua notoriedade é impecável, pois as flechas atiradas atingem seu próprio ofício. Em “pensar por si mesmo”, ocorre o princípio de uma não contradição, sujeitado na ideia de escrever para não ler, ou ainda, eu escrevo, mas não leia, melhor ainda, imagine que, para explicar, nós fizéssemos uma brincadeira, em que há uma percepção entre narrador (eu) e leitor (você) e que, para demonstrar esta compreensão de trespassar pela parede invisível, eu lhe dissesse: pare agora de ler.  

Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. É neste momento que temos um “loop” infinito, pois a ideia do pensamento originário, embasada na “não leitura” a partir de um conhecimento adquirido através da leitura, é muito inquietante. É necessário definir alguns parâmetros, por exemplo: em que momento vale a não leitura, após a explicação da ideia de pensar por si mesmo, no momento em que você é impelido a parar de ler, ou você não deve ler este ou outros textos? Quais as “Abujamrações” [Provocações...] que marcam o paradoxo?

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Nesse momento, os ares tomam forma de uma série meio sombria, mas muito bacana e que está passando numa determinada plataforma de entretenimento. A ideia do “pensar por si mesmo” é um grande desafio para os que leem e para os que se propõem a escrever. No que se refere à originalidade das ideias, as então provocações são um despertar para a originalidade e o ímpeto para tal façanha está na vontade.

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